Todos nós temos objetivos que queremos alcançar em nossas vidas. Aprender uma nova língua, ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, fazer um curso, poupar dinheiro, abrir um negócio, e assim por diante.

A diferença de onde estamos hoje para onde queremos estar amanhã existe graças ao conhecimento — ou a falta dele. É por isso que investimos em cursos sobre como abrir um novo negócio, por exemplo. Entendemos que com mais conhecimento teremos, necessariamente, melhores resultados.

O que percebi ao longo de vários cursos que fiz sobre variados temas é que de nada vale o aprendizado sem a prática. Na verdade, aprender algo novo pode ser um desperdício de tempo caso seu objetivo seja gerar melhores resultados imediatamente.

Tudo se resume à diferença entre aprender e praticar.

A diferença entre aprendizagem e prática

Aprender algo novo e praticar algo novo são dois métodos com resultados diferentes. Se seu objetivo é vender mais, você pode estudar sobre técnicas de vendas e aprender novas abordagens, mas só terá resultados caso coloque o seu conhecimento em prática. Se seu objetivo é escrever um livro, você pode aprender técnicas de escrita com quem já o fez, mas só terá escrito um livro se colocar o seu conhecimento em prática. Ou seja, aprendizagem passiva cria conhecimento, a prática cria habilidade.

Aprender pode ser uma muleta para não sair da zona de conforto

Em muitos casos, a aprendizagem é, na verdade, uma maneira de postergar ações relativas aos nossos supostos objetivos e interesses. Digamos que você queira aprender uma nova língua. Ler um livro sobre um método de aprender um idioma estrangeiro mais rapidamente pode lhe dar a falsa sensação de estar fazendo algum progresso. Você diz para si mesmo que está descobrindo a melhor maneira de fazer isso, quando na verdade deveria estar praticando a ação que entregaria o resultado desejado — neste caso, falar o novo idioma. A aprendizagem é valiosa até que se torne uma forma de procrastinação.

Prática é aprendizado, mas aprendizado não é prática

Aprendizagem passiva não é uma forma de prática, porque embora você tenha novos conhecimentos, não está descobrindo como aplicá-los. Prática ativa, no entanto, é uma das maiores formas de aprendizado, já que os erros durante o processo revelam informações importantes que nenhum curso irá lhe mostrar. Você pode fazer um curso sobre abrir um novo negócio ou aprender um novo idioma, mas seu conhecimento será improdutivo a menos que você realmente lance um negócio ou utilize o novo idioma para algum fim. Aprender por si só pode ser valioso, mas se o seu objetivo tem relação com melhores resultados em determinada área, você não irá alcançá-lo sem ação.

Praticar foca sua energia no processo

O estado onde você se encontra hoje é resultado dos hábitos e crenças que têm praticado a cada dia. Quando você percebe isso e começa a direcionar o seu foco para a prática de melhores hábitos no dia a dia, seu progresso será contínuo e o resultado lógico. Não são as coisas que sonhamos ou aprendemos que determinam nossos resultados, mas sim os hábitos praticados a cada dia.

Conclusão

A aprendizagem passiva é inútil? Claro que não. Em muitos casos, a aprendizagem em prol da aprendizagem pode ser uma coisa bonita. Você terá mais assuntos durante uma conversa com amigos e poderá emitir mais opiniões sobre determinados temas. O ponto principal deste artigo é que a aprendizagem por si só não leva ao progresso. Nós muitas vezes nos escondemos por trás das informações e da aprendizagem como forma de adiarmos decisões e partirmos para a ação.

“Daqui a um ano, você vai desejar ter começado hoje”. (Karen Lamb)
Pare de pensar e comece a fazer. E não esqueça que feito é melhor que perfeito.

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28 anos, catarinense, escritor, empreendedor e freelancer em marketing digital. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016. Escreve também no HuffPost e no Transformação Digital.

  • Josiane Barbosa

    Sensacional esse texto!!!! Me identifiquei muito pois sou do tipo que se esconde atrás do aprendizado por puro pavor de errar ao tentar por em prática. Matheus, muito obrigada, de coração, cara cê não tem ideia do quanto me ajuda seus escritos!