A relação das pessoas com o trabalho está mudando. À medida que novas tecnologias criam novas oportunidades, muitos têm aproveitado estas tendências para transformar a maneira como ganham a vida. Um dos exemplos mais marcantes é o aumento do nomadismo digital.

Esses caras estão levando o home office — cada vez mais comum — para outro nível. Um bangalô em Bangkok, um café em Paris, qualquer lugar com Wi-Fi pode se tornar um escritório. É uma proposta atraente e o sonho de muita gente: viajar o mundo e ganhar dinheiro ao mesmo tempo.

É um estilo de vida utópico à primeira vista, com praias de areias brancas e palmeiras, mas o trabalho remoto é hoje a realidade de milhares de pessoas ao redor do mundo. Não estar preso ao escritório e não ter horários fixos são vantagens bastante atrativas numa era onde todos dizem estar na correria. Imagine uma vida sem trânsito, sem ônibus lotado, sem ter que bater ponto na empresa e ficar lá fazendo hora mesmo depois de acabar suas atividades do dia.

Tornar-se um Nômade Digital requer planejamento

Todos temos nossas contas. Portanto, se você está insatisfeito com o seu trabalho, não o aconselho a jogar tudo para o alto neste exato momento. Essa transição tem que ser feita de forma responsável e o nomadismo digital requer planejamento. Inclusive, você não precisa necessariamente deixar o seu emprego atual. Converse com o seu empregador sobre a possibilidade de trabalhar remotamente. Talvez dois ou três dias na semana, pelo menos. Mostre que você é capaz de executar suas atividades de casa ou de qualquer lugar do mundo.

Caso essa não seja uma opção, pense em atividades que você desempenha bem e em formas de monetizá-las. É, eu sei que não é fácil pensar e planejar tudo isso sozinho. No meu caso, que estou nessa transição, investi em conhecimento e aprendi muito com o Eme Viegas e a Jaque Barbosa, criadores dos blogs Nômades Digitais, Hypeness e Casal Sem Vergonha. Eles vivem essa modalidade de trabalho há seis anos e, duas vezes ao ano, oferecem o curso “Como ser um Nômade Digital“. Fui aluno da primeira turma de 2016 e indico fortemente que, caso seu objetivo seja tornar-se um nômade digital, você faça o mesmo. As dicas são bastante práticas e vão abrir sua cabeça para um novo mundo. Ficará muito mais fácil criar um planejamento estruturado para a sua transição.

Trabalhadores remotos são mais felizes e produtivos

É o que diz um estudo de Harvard, pelo menos. Nenhuma pessoa é produtiva durante as oito horas que passa no escritório. Temos picos de produtividade e nossos organismos funcionam de maneira diferente. O nômade digital tem a vantagem de decidir em qual hora do dia executará seu trabalho. Se você é um notívago, por exemplo, dificilmente encontrará uma empresa para trabalhar durante seu pico de energia. No Projeto CR.U.SH tenho um colega que diz produzir mais e melhor durante a madrugada. Sorte a dele e a nossa que trabalhamos de forma remota. Executar o trabalho durante a parte do dia em que se sente mais produtivo nos dá uma incrível sensação de gerir nosso tempo da melhor maneira possível, por isso os pesquisadores de Harvard chegaram na conclusão de que os trabalhadores remotos são mais felizes.

Você precisará de disciplina

A presença de uma bela praia tropical do lado de fora da sua janela não mudará o fato de que você terá que honrar seus compromissos. Não será fácil sucumbir às tentações da procrastinação, por isso, a maior característica que um nômade digital deve ter é a disciplina. Por mais que agora você tenha flexibilidade e liberdade, terá que estabelecer uma rotina e criar hábitos que garantam que você entregue seu trabalho dentro dos prazos acertados.

E como estabelecer uma rotina eficaz? Estudei muito o tema produtividade e percebi que os principais autores dizem que a maneira como você começa o seu dia é fundamental para a sua saúde física e mental. Num texto escrito durante meu processo de transição destrinchei minha rotina matinal e os benefícios que ela tem me trazido.

28 anos, catarinense, escritor, empreendedor e freelancer em marketing digital. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016. Escreve também no HuffPost e no Transformação Digital.

  • Eu assisti o video sobre o curso, e minha sensação foi que o conteúdo oferecido não difere muito de outros cursos semelhantes – e que é possível encontrar coisas parecidas em outros sites, gratuitamente inclusive. A grande questão desse modelo de negócio e desse estilo de vida é o tráfego. Isso, no entanto, ainda é um mistério para mim. Até onde sei, o conteúdo é o carro chefe da questão, há que ter o apelo comercial no sentido de resolver os problemas que as pessoas querem resolver com suas buscas. E também entendo que é necessário um investimento em anúncios pelo faceadds ou adwords.

    • Obrigado pelo comentário, Roberto! Como disse no texto, fiz o curso no início deste ano. O que, a meu ver, o difere de outros cursos semelhantes é que eles realmente falam sobre valores – quanto e como cobrar – e explicam cada ferramenta que usam – incluindo essa parte que você citou sobre o investimento em anúncios para gerar tráfego. Eu tinha uma visão bem limitada quanto à geração de conteúdo antes de fazer o curso. E aí vou te dar um spoiler que aprendi numa das aulas: acredite, mas o que vai fazer você ganhar dinheiro não é a publicidade, mas sim sua lista de e-mails. Só esse insight e o planejamento pra tal ação já me valeram o investimento. Grande abraço!

      • Oi Matheus, a questão da lista de emails é conhecida também. Eu estou exatamente neste ponto no desenvolvimento do meu negócio. Utilizo meu blog para isso, pelo visto você também! . Logo, tentando desenvolver o melhor produto possível – que são meus e-books. Estes por sua vez tem pouco apelo comercial, pois trata-se de um trabalho mais literário mesmo. Enfim, sou um entusiasta da auo-publicação. Não vejo no horizonte viver disso, mas pelo menos fazer uma renda extra já estou conseguindo com minha venda na amazon. O que sei é que tenho muita margem para crescer, por isso a lista de e-mails é tão importante para mim neste momento. Minha grande questão é o tema do tráfego. Um abs

      • Bacana, Roberto! Mas pra muita gente, inclusive eu meses atrás, isso era desconhecido. Tem muita gente querendo começar algum negócio digital do zero e penso que talvez esse curso seja pra esses caras. Talvez no ponto onde seu negócio está hoje, não seja interessante pra você, mas pra muita gente vai fazer uma tremenda diferença. Há outros cursos e mesmo conteúdos gratuitos por aí (dá uma uma olhada nos blogs da Resultados Digitais e da Rock Content) que talvez te ajudem com o tráfego. Grande abraço e sucesso!

  • O casal realmente é fera. Descobri eles aqui no seu site hoje cedo. Com certeza o conhecimento deles será útil para muita gente se informar das técnicas de marketing digital. Eu também tenho muito o que aprender neste campo. Obrigado pela dica sobre tráfego. Um abs!

    • Valeu, Roberto! Sempre temos algo a aprender e ser melhorado. Abraço e sucesso! 🙂

  • Oi Matheus, tudo bem? Tenho muito que aprender neste mundo digital ainda. Venho de outra geração e novata no Blog! Atualmente estou em Londres (por um período) e tenho colocado meus post nos wi-Fi free nos cafés. Parabéns pelo seus post, são muito bons e muito tem me ajudado. Eu lhe indiquei para o PRÊMIO DARDOS! Dá um pulo lá pra ver. Um beijo. https://oterceiroato.com/2016/07/06/4316/

    • Olá, Bia! Tudo ótimo e com você? Poxa, que legal! Esse curso que indiquei no post é pra pessoas que estão na mesma situação que você se encontra! 🙂 – Sobre a indicação… uau! Muitíssimo obrigado!