Quem é Matheus de Souza?

Num tweet:

Escritor, empreendedor, freelancer em marketing digital (foco em conteúdo) e o 3º brasileiro mais influente do LinkedIn em 2016.

Textão:

Matheus de Souza - Freelancer em Marketing Digital - Nômade Digital
Foto: Laís Schulz Fotografia.

Meu sonho de infância era ser o camisa 9 do Flamengo. O auge da minha carreira futebolística foi atuar 90 minutos pela equipe de aspirantes do União Futebol Clube, de Nova Brasília, Imbituba — time fundado pelo meu avô e onde meu pai atuou durante um tempo justamente por ser filho do dono. Fiz um belo gol de voleio e me aposentei dos gramados invicto e com uma média de 1 gol por partida. Posso dizer que pendurei as chuteiras no auge.

Durante a adolescência eu achava que sabia fazer várias coisas. Andar de skate, surfar e tocar guitarra. Cresci ouvindo punk rock e sempre fui fã do estilo do it yourself. E talvez por isso eu não tenha levado esses hobbies adiante. A não ser que você tenha um dom natural, um professor sempre ajuda.

Demorei a descobrir o que queria pra minha vida, a tal da vocação como alguns chamam. Me formei em Relações Internacionais pelos motivos errados — embora o curso tenha sido ótimo para minha vida. Achava que meu trabalho seria viajar o mundo enquanto ganhava R$30 mil por mês (sério, me disseram isso numa daquelas feiras de profissões e caí direitinho). Como falava inglês (e aqui o do it yourself funcionou), achei que essa seria a carreira perfeita pra mim.

Ao sair da faculdade deixei de ser estudante para virar uma estatística. Não havia feito estágio durante o curso e minha experiência até então era ter trabalhado durante 5 anos como auxiliar administrativo numa transportadora. O tipo de emprego que você aceita quando está começando e, se não se mexer, acaba se acomodando.

Minha vida mudou quando descobri o empreendedorismo. Após ler “A Cabeça de Steve Jobs” — livro lançado antes da morte do criador da Apple —, percebi que queria deixar um legado. Trabalhar das 8h às 18h apenas para pagar as contas não fazia mais sentido pra mim. Iniciei um MBA em Gestão de Negócios para aprender a teoria por trás de se administrar um negócio e passava meus dias pensando em alguma ideia genial que me deixaria rico. Foram vários os planos de negócios feitos durante essa época. Nenhum negócio foi adiante.

Quando a transportadora em que eu trabalhava fechou as portas, me vi desempregado e sem minha ideia genial. Foram meses difíceis. Consegui trabalho numa faculdade, na área de atendimento ao cliente e comercialização de cursos, e aprendi muito nesse período. Mas ainda faltava algo. Dei aulas de inglês, fiz freelas e, quando senti que precisava dar um passo à frente em minha carreira, comecei o processo natural de envio de currículos.

Quem já passou por isso sabe como é frustrante enviar dezenas ou centenas de currículos e não receber ao menos um feedback negativo. Eu sentia que estava dando tiros no escuro. Num momento reflexivo daqueles do tipo “no que sou bom e como vou ganhar dinheiro com isso“, listei minhas habilidades e possíveis profissões que eu poderia exercer com elas. Percebi que o que eu mais gostava e fazia relativamente bem era escrever.

Investi minhas economias num mochilão pela Europa. 1 mês e 4 países depois, voltei com a certeza de que queria ser escritor. Criei um blog no WordPress e passei a escrever com frequência sobre temas variados. Descobri o nomadismo digital e este se tornou meu objetivo de vida. (ó o adolescente que queria fazer Relações Internacionais). Afinal, eu posso escrever de qualquer lugar do mundo. Me basta um computador e conexão com a internet.

Viajar é uma grande inspiração pra mim. Não sou a pessoa mais viajada do mundo, mas eu queria uma desculpa pra colocar este mapa da Matador Network aqui. Penso que conhecer outras culturas é o maior investimento que podemos fazer em nós mesmos.

Matheus de Souza’s Travel Map

Passada a empolgação inicial com a escrita, comecei a me interessar por marketing digital e a estudá-lo a fundo em minhas horas vagas. Sempre fui um usuário assíduo do LinkedIn e, quando foi anunciada sua nova função, o Pulse, tive um estalo! Eu poderia usar a plataforma como uma vitrine e construir uma autoridade digital. Escrever sobre assuntos que domino para ser visto. Na minha visão, era a melhor maneira para que os recrutadores percebessem que eu me diferenciava dos demais. Hoje eu diria que fiz um inbound marketing pessoal.

Meu primeiro texto no LinkedIn foi reaproveitado do blog. Em 12 de setembro de 2015 publiquei “O que é uma Startup? (E o que não é?)“. Um artigo didático, nada demais. Continuei escrevendo de forma modesta, com a intenção de criar uma espécie de portfólio, até que mais uma virada de ano se aproximou. E aí eu decidi: em 2016 queria escrever, no mínimo, quatro artigos por mês. Ainda em janeiro meus textos me fariam colher os primeiros frutos. Fui convidado, na época, para fazer parte do Crush Design como sócio. O primeiro resultado tangível da minha estratégia. Isso me deu uma motivação extra.

Alguns artigos se tornaram virais e um deles até rompeu fronteiras, sendo traduzido para o espanhol. Todo esse engajamento orgânico gerado no LinkedIn me abriu os olhos e decidi produzir cada vez mais conteúdos. De um artigo semanal, passei a escrever três. Criei uma audiência e ficou cada vez mais comum receber mensagens de agradecimento pelos meus textos. Eu havia descoberto como deixar um legado e, finalmente, achado minha vocação: produção de conteúdo.

Encerrei o ano da descoberta da melhor maneira possível. O LinkedIn divulgou um ranking com os 15 brasileiros que mais se destacaram na rede em 2016 e meu nome aparece na terceira colocação. Fui destaque na imprensa nacional e muitas oportunidades surgiram após a divulgação da lista. Em 2017, deixei meu emprego full-time na faculdade para, enfim, me dedicar  exclusivamente à minha arte: produção de conteúdo. Agora trabalho em home office, de forma 100% remota e com uma qualidade de vida muito melhor. Deixei de trabalhar apenas para pagar contas ao encontrar meu propósito e hoje consigo ser mais feliz com menos.

Hoje, além de produzir conteúdo em diferentes frentes e contribuir com portais como o HuffPost e Transformação Digital, ensino outros profissionais a serem vistos através do meu curso de Marketing Pessoal e Produção de Conteúdo no LinkedIn — totalmente online e com acesso vitalício.

O que vem pela frente?

Nessa página você acompanha o que estou fazendo agora.

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