Design Thinking é uma ferramenta prática para a integração de habilidades e mentalidade inovadora voltada para empresas e salas de aula. Desenvolvida em Stanford, essa metodologia ensina estratégias criativas para que os indivíduos resolvam problemas.

O processo de Design Thinking combina empatia, criatividade e racionalidade para atender as necessidades do usuário e criar soluções bem sucedidas e de forma inovadora. Julgamentos são adiados no início do processo, o que reduz o medo do fracasso e incentiva o pensamento fora da caixa.

Os 5 passos do processo

Passo a passo - Design Thinking

1 – Empatia

Qualquer esforço social começa com o elemento humano. Trata-se de identificar as peculiaridades que compõem o seu público alvo e descobrir o que eles valorizam, o que eles querem e como eles olham para o mundo. Lembra que falei aqui sobre a importância da empatia? Essa é provavelmente a habilidade mais importante que um empreendedor deve ter. Nesta etapa, são identificados os obstáculos existentes.

2 – Definição

Você precisa de clareza e foco para o seu trabalho. O que exatamente você está tentando transmitir? Para quem você está se dirigindo? O que você está trazendo para a mesa? Às vezes, uma descrição do problema pode ser condensada em uma única palavra, um mantra que atua como um princípio orientador, enquanto outras vezes pode ser muito complexo para se condensar em um único parágrafo. Contanto que você chegue no objetivo definido, o “como” você chegou lá pouco importa. Nesta etapa, você identificará as necessidades e motivações dos usuários finais.

3 – Idealizar

O que separa o Design Thinking de outras formas empíricas de pensamento é a primazia colocada na amplitude do pensamento — sendo ignorante se for preciso —  até chegar a soluções interessantes. A primeira regra do brainstorm é: não existem regras. Todas as ideias são bem-vindas e encorajadas. As respostas para os nosso problemas estão no mundo das ideias. Pensar criativamente nos ajuda a criar o melhor produto para o usuário.

4 – Prototipar (Alguém transformou a palavra “protótipo” num verbo, olha que maneiro esse mundo mágico das startups)

Como se avalia as reações de um usuário antes do lançamento de um produto? O processo do Design Thinking, em todas as suas fases, nos coloca frente a muitas perguntas irritantes do tipo “isso vai funcionar?” ou “como eles vão reagir?”. A melhor maneira de dissipar esses temores é criando um protótipo: uma demonstração ou um modelo de teste. Dia 30 de junho, por exemplo, o Projeto CR.U.SH, startup da qual faço parte, lançará dois produtos voltados para a causa PET. Somos uma empresa voltada para o mobiliário digital e nunca havíamos feito um projeto nesse sentido. Nesta etapa do Design Thinking, criamos protótipos dos produtos e os expomos em lugares estratégicos, como numa loja especializada em cachorros e gatos. Entre outras ações, esta foi uma forma que encontramos para validar nossa ideia e obter feedbacks do público alvo.

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Usuário final testando nosso protótipo da Cama Cabana durante a Feira de Adoção da ONG Movimenta Cão em Tubarão (SC), em mais uma ação de validação do produto.

5 – Testar

Depois de expor seus protótipos, o próximo passo natural é solicitar feedback dos usuários que interagiram com o seu produto. E aqui voltamos para a fase da empatia. Esteja aberto para ouvir o que as pessoas tem a dizer, mesmo que isso o desagrade. No caso do Projeto CR.U.SH, os donos dos animais nos ajudaram com ideias que poderiam oferecer um melhor conforto aos bichinhos e que não havíamos pensado antes. Após a discussão do que pode ser melhorado é hora de, finalmente, testar seu produto. No nosso caso, faremos isso através de uma campanha de crowdfunding (financiamento coletivo). Se na etapa 4 obtemos o feedback de um pequeno grupo, agora vamos expor nosso produto para o mundo. E, mais uma vez, precisaremos usar da empatia para entender a sua aceitação.

Por que usar o Design Thinking?

Se você chegou até aqui e eu não consegui convencê-lo a apostar nesta poderosa metodologia, sugiro que dedique 17 minutos do seu dia para assistir essa palestra de Ricardo Ruffo, Especialista em Empreendedorismo e Inovação, no TEDx.


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28 anos, catarinense, escritor, empreendedor, growth hacker, guitarrista frustrado, marido da Laís. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016.

  • Priscila

    Interessante sua forma simples de escrever sobre isso. Me convenceu e será muito útil.

    • Poxa, muito obrigado, Priscila! Espero que você tenha sucesso ao implementá-la.