O sonho de boa parte da população brasileira sempre foi fazer uma faculdade, conseguir um emprego que forneça benefícios como um bom plano de saúde, comprar o carro do ano, casar, ter filhos, ter estabilidade financeira, se aposentar e, aí sim, aproveitar a vida longe do chefe, de preferência.

Digo foi porque, para nós — uma outra boa parte da população, nascida nas décadas de 1980 e 1990 — isso se tornou um pesadelo.

Nossos pais e avós viveram tempos de incerteza política e financeira durante a ditadura e a Era Collor. Faz sentido serem mais conservadores e seguirem essa cartilha inspirada no Sonho Americano. Mas e nós, das Gerações Y e Z?

Hoje, em 2016, o cenário político e financeiro também não é dos melhores. O desemprego está aumentando, bem como a inflação. Não sabemos se Dilma Rousseff continuará até o final de seu mandato. Não confiamos nos políticos. Nomes de extrema direita ganham força na mídia, assim como em qualquer crise. Assim como foi durante a ditadura ou, talvez exagerando um pouco, durante o Reich de Hitler.

O caminho mais seguro em tempos como estes, seria o de tentar ao máximo continuar empregado naquele trabalho que você detesta, mas paga suas contas. Mas essas Gerações não são assim. Para elas, não basta seguir aquela cartilha que citei. Eles… Ou melhor, nós (tô com vocês, galera), queremos mais. Queremos qualidade de vida, queremos passar mais tempo com quem gostamos, não queremos ficar trancados 8h30 por dia num escritório fazendo coisas que não acreditamos e não fazem sentido para a gente.

E aí entra a internet e o empreendedorismo. Muitos de nós se tocaram do que falei acima e estão criando seus próprios negócios. Estão usando a internet para ganhar dinheiro. Estão criando startups, aplicativos, softwares, serviços e produtos ou melhorando os já existentes. Por que? Porque nós queremos mais. Nós saímos das nossas zonas de conforto. Nós pensamos fora da caixa e aqui você pode adicionar o seu clichê favorito, mas essa é a nossa realidade. Nós nunca nos contentaremos em viver na mediocridade.

Não serei irresponsável e dizer pra você largar tudo e mandar seu chefe pra aquele lugar como muitos destes “gurus” do empreendedorismo sugerem. Eu não fiz isso. Eu tenho minhas contas para pagar e imagino que você também. Essa escolha deve ser feita de maneira planejada. Você deve orquestrar cada detalhe. Mas, tenha em mente que essa mudança de vida dependerá exclusivamente de você.

Então surge a pergunta: Como diabos eu conseguirei tirar meu projeto do papel se tenho que ficar mofando 8h30 no escritório de segunda à sexta-feira?

Defina metas

Aqui parto do princípio que você já tem uma ideia de negócio. Sendo assim, definir suas metas é o princípio de tudo. Através delas trace um planejamento para suas ações. Quem aqui não adora uma planilhinha no Excel?

Parece bobagem, mas você certamente se sentirá motivado ao visualizar suas metas numa planilha ou num caderno. Elas lhe ajudam a se manter focado. Se sua meta principal é deixar seu emprego integral daqui há 1 ano, escreva estratégias trimestrais, se for o caso, para alcançá-la.

Crie uma rotina para seu trabalho paralelo

Contando o tempo de trabalho no escritório, mais o deslocamento e a preparação (tomar banho, se arrumar e etc.), você deve viver no mínimo umas 10h do seu dia em função da sua empresa. Obviamente isso varia. Uns passam mais tempo e outros menos. Contando com o tempo que você passa dormindo (vamos lá, entre 6h e 8h pra não parecer um zumbi), lhe resta pouco tempo e energia para criar algo. E é por isso que você deve ter uma rotina e criar hábitos para aproveitar essas poucas horas da melhor maneira possível. Eu já escrevi aqui sobre hackear hábitos e também descrevi a rotina matinal que aumentou minha produtividade e tem me ajudado a tirar meus projetos do papel enquanto tenho um trabalho em tempo integral. Não será fácil no início, mas, aqui entra aquele papo de não desistir, ter persistência, trabalhar duro e outras frases de efeito do gênero. Você dificilmente atingirá sua meta dormindo até tarde, procrastinando ou indo pra balada.

Use seu tempo ocioso no trabalho para pesquisar

Ok, aqui entra uma questão ética. E quero deixar algo bem claro antes de prosseguir neste tópico: não aconselho ninguém a usar seu tempo no trabalho para fazer coisas pessoais. E por tempo no trabalho quero dizer que você deve estar em dia com suas obrigações para seguir as considerações abaixo. Caso contrário isso o prejudicará e você pode ser demitido.

Imagino que você termine todas suas tarefas do trabalho em menos tempo do que as 8h30 que passa no escritório, né? Dependendo de onde você trabalha e qual função exerce, deve utilizar menos da metade para concluí-las. É triste isso, mas infelizmente é a realidade de muitos. E aí eu aposto que durante seu tempo ocioso você entra no buraco negro do Facebook ou de algum site de notícias. Digamos que este tempo ocioso seja de 1 hora. Agora, imagine você utilizar esta 1 hora diariamente para pesquisar temas vinculados ao negócio que você deseja lançar?

Estude, estude muito

Por estudar, não quero dizer que você deva voltar para a faculdade ou fazer uma pós-graduação. Fiz as duas coisas, mas boa parte do meu conhecimento adquirido vem da educação informal. Vem dos livros, dos canais do YouTube, de blogs, do Pulse. Há muito conteúdo disponível na internet. Alguns gratuitos, outros pagos. Pesquise quem são os maiores players do seu setor e veja o que eles tem a dizer. Veja quem são as maiores influências destes caras e o que eles também tem a dizer. Conhecimento nunca é demais e sempre será seu maior investimento.


PS: Muita gente tem comentado nas minhas publicações e pelo o pouco que conheci de alguns, percebo que vocês tem necessidades parecidas. Vocês já me conhecem, mas agora quero realmente conhecê-los. Dessa maneira, posso produzir conteúdo que vá de encontro com o que vocês realmente gostariam de ler. Por isso, eu gostaria de pedir a sua ajuda para investir alguns poucos minutos e responder essa pesquisa simples para que eu possa tornar meus textos mais relevantes para você. São 5 perguntinhas rápidas que farão toda a diferença para mim! Basta clicar aqui para acessá-la! Obrigado!

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28 anos, catarinense, escritor, empreendedor e freelancer em marketing digital. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016. Escreve também no HuffPost e no Transformação Digital.