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Se dez anos atrás alguém me dissesse que aos 32 todo meu patrimônio caberia em duas mochilas – uma de 50 litros e outra de 20 – eu provavelmente o chamaria de louco. Se me dissesse que chegaria nessa idade tendo conhecido quase o mesmo número de países do que de anos vividos, também.

Aeroporto de Guarulhos, São Paulo, 03 de março de 2020.
Aeroporto de Guarulhos, São Paulo, 03 de março de 2020.

Não nasci em família rica, não sou herdeiro de nenhum império e muito menos sou o filho 0alguma coisa de algum político. Talvez por isso, e pelos recursos limitados durante boa parte da minha vida adulta (até os 26 eu ganhava exatos R$ 1.632,00 por mês), meus objetivos de vida sempre estiveram atrelados ao ter: queria ter o carro do ano, uma mansão, roupas de marca e eletrônicos de última geração.

“Muitas pessoas gastam dinheiro que não tem para comprar coisas que não precisam para impressionar pessoas que não gostam”. (Robert Quillen – e não Will Smith, como é compartilhado por aí)

Em 2017, após me demitir para trabalhar como redator freelancer de forma 100% remota – before it was cool –, caí na estrada com uma reserva financeira de 6 meses, meu escritório na mochila e uma vontade gigantesca de desbravar o mundo, deixando para trás um apartamento de 52m² e os poucos bens materiais que havia acumulado até então.

E quanta coisa acumulamos durante a vida, não é mesmo?

Aposto que você tem no seu guarda-roupas algumas peças que não usa há mais de 1 ano. Suas gavetas talvez estejam repletas de tranqueiras – brindes que ganhou de empresas, lembrancinhas de aniversários, porta-retratos que nunca utilizou. Na estante, livros que nunca leu. No quartinho da bagunça, aqueles halteres que comprou para se exercitar em casa e que, claro, nunca usou.

Essa provocação é uma descrição quase precisa do que me desfiz antes de fechar pela última vez a porta do apartamento 303 do número 4320 da Avenida Marcolino Martins Cabral, em Tubarão, Santa Catarina. Coloquei quase 30 anos de quinquilharias em caixas de papelão. Uma coisa ou outra foi doada ou vendida, mas percebi que boa parte dos meus bens não passava de… lixo. Lixo disfarçado de memória afetiva.

Desde então tenho levado uma vida minimalista. Meu único acumulo tem sido o de experiências – segui os passos Dostoiévski na Rússia, aprendi sobre preconceito na Turquia, vi o espetáculo da morte no México.

Pôr do sol na Cidade do Cabo, África do Sul. Foto: Arquivo pessoal.
Pôr do sol na Cidade do Cabo, África do Sul. Foto: Arquivo pessoal.

Percebi que o grande valor da vida está nas experiências que vivemos, não nas coisas que temos. Troquei o “ter” pelo “ser” e tenho me sentido cada vez mais livre.

Quando me perguntam se não tenho vontade de estabelecer raízes, comprar uma casa, construir patrimônio, respondo que sim, a vontade ainda existe. Mas, do alto dos meus 32 anos, não tenho pressa: estou ocupado vivendo a vida que escolhi viver.


Como se tornar um Profissional Digital bem remunerado e criar um novo estilo de vida

Meu maior medo era chegar na velhice tendo visto a vida passar pela janela de um escritório.

Sonhava com mais flexibilidade, liberdade e viajar o mundo sem precisar esperar as férias.

Depois de muito planejamento, me demiti em janeiro de 2017 para trabalhar como redator freelancer e correr atrás desse sonho.

Eu não fazia ideia se daria certo, não tinha dinheiro para me manter por mais do que 6 meses, mas mesmo assim arrisquei. E foi a melhor decisão que tomei na minha vida.

A verdade é que nunca digeri esse negócio de bater ponto: para mim o que importa é resultado. É entregar as demandas independentemente de estar vestindo um terno caro em um escritório climatizado na Faria Lima ou uma bermuda barata em um bangalô na Tailândia.

Nos últimos 4 anos vivi e trabalhei de forma remota em quase 30 países. Conheci novas culturas, sabores, ganhei mais dinheiro que em qualquer outra fase da minha vida e… fiz muitos amigos na estrada.

Um desses amigos é o Marcos Korody – quem leu meu livro “Nômade Digital” deve se lembrar dele.

Esses tempos conversávamos sobre como o mercado de trabalho mudou de 2017 para cá.

Se antes o trabalho remoto era privilégio para poucos, hoje se tornou realidade para muitos – na época precisei pedir demissão para me tornar um nômade digital, mas hoje já é possível viajar o mundo enquanto se trabalha de forma remota mesmo sendo CLT.

Sobre esse estilo de vida e de trabalho que gera curiosidade em familiares, amigos e leitores, eu e o Marcos sempre ouvimos coisas do tipo:

– Poder onde começar? 🤔

– Que tipo de trabalho eu posso fazer? 💻

– Preciso ser rico? 🤑

E a minha favorita:

– Como levar minhas tupperwares nas viagens? 🤭

Pensando em responder essas e outras perguntas daqueles que não querem viver a vida apenas aos finais de semana ou durante as férias e que querem ter liberdade geográfica o ano todo, lançamos um programa de mentoria para você que está decidido em ter um novo estilo de vida flexível e um trabalho digital lucrativo logo no começo de 2022.

Neste lançamento, estamos oferecendo 50% de desconto + consultoria individual comigo e com o Marcos para ajustarmos os pontos finais e solucionarmos as últimas questões que estão lhe impedindo de ter liberdade geográfica e um trabalho digital lucrativo.

Informe-se e garanta a sua vaga neste link.

Escritor, educador e TEDx Speaker. Autor de "Nômade Digital", livro finalista do Prêmio Jabuti.
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