Eu sou curioso por natureza.

Desde pequeno, quando me deparo com algo que não sei fazer, eu busco aprender sobre aquilo.

Mesmo que seja para descobrir que não tenho aptidão para tal atividade.

PlayStation e os Ramones

Minha primeira memória disso vem dos videogames.

Nos final dos 90s e início dos 00s não existia Google, então, quando eu ficava “empacado” em determinado jogo, pedia R$ 2 para o meu pai e ia numa banca de revistas para procurar os famosos “detonados”.

Lembro de ficar preso numa fase de Silent Hill, no PlayStation 1, por 4 meses até ser lançado um detonado que resolvia os enigmas do jogo.

silent-hill-enigma-piano
16 anos depois, numa rápida pesquisa no Google, encontrei a solução para o maldito enigma do piano de Silent Hill…

Depois veio a música.

Quando descobri que os Ramones começaram a fazer suas próprias músicas porque achavam difícil tocar as dos Beatles, pensei:

“É isso! Vou comprar uma guitarra!”

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Neste caso, porém, apenas a curiosidade não me levou adiante: você tem que entender suas limitações…

Foi aí que, através do punk rock, descobri que até existia um termo legal para essa curiosidade: do it yourself – ou faça você mesmo.

Isso ecoou como um mantra na minha mente e vem norteando minhas ações desde então.

Como fazer

Já na vida adulta, no mercado de trabalho e com o Google bombando, minha vida ficou mais fácil.

O chefe pediu para eu fazer algo que nunca fiz? Bom, vamos dar uma olhada no Google e no YouTube para procurar depoimentos de quem já o fez.

E assim segui minha carreira até me tornar um produtor de conteúdo – agora as minhas experiências também podem ser encontradas no Google.

Aliás, elas só são encontradas porque, mesmo sem saber uma linha de código, criei meu site do zero seguindo as instruções de tutoriais que encontrei em fóruns e canais do YouTube.

Foram horas e horas de tentativa e erro, mas o site está lá, no ar.

E não é raro, por exemplo, alguém me dizer que também adoraria ter um site, mas que não sabe por onde começar.

Digitar www.google.com.br no seu navegador pode ser um bom começo.

Agora, se for algo muito específico e que demande um tempo maior para o aprendizado, procure um curso. Opções não faltam por aí.

Dúvida do leitor

Na posição de produtor de conteúdo eu costumo receber mensagens de leitores com dúvidas sobre X ou Y.

A maioria delas são dúvidas genuínas. Alguma informação específica de um texto, etc. É sempre um prazer responder esse tipo de interação.

Porém, tem uma meia dúzia que, não sei se por ingenuidade ou comodismo, me perguntam coisas que podem ser facilmente encontradas numa pesquisa rápida no Google.

Eu não me incomodo de responder, afinal, se a pessoa me procurou entendendo que sou uma espécie de “oráculo” sobre aquele tema, eu mesmo faço a pesquisa caso não tenha a resposta de bate-pronto.

O que me incomoda é quando levamos essa reflexão para dentro das empresas.

Será que faltou curiosidade para aquele atendente que não conseguiu resolver seu problema?

Será que faltou curiosidade para o cara que está há 10 anos no mesmo cargo e ainda não conseguiu ser promovido, enquanto seu colega conseguiu a promoção em 5 anos?

Será que faltou curiosidade para a menina que não criou seu blog porque não sabe mexer no WordPress?

Nunca saberemos.

Nem eles.

Nem o Google.

A curiosidade move o mundo…

…e estamos na melhor época da história para sermos curiosos.

Basta uma pesquisa rápida no Google.

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Nômade digital que escreve, empreende e ensina. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016. Cofundador do be freela. Você também pode ler meus conteúdos no HuffPost, no Transformação Digital, Comunidade Rock Content e no Medium.