Em todos os lugares que trabalhei antes de me tornar um nômade digital e realizar minhas tarefas de forma remota, o campeão de desentendimento entre funcionários respondia por “ar condicionado”.

Você certamente já ouviu os monólogos abaixo.

— Ui! Que frio nessa sala!

5 minutos depois…

— Nossa! Vocês não estão com calor?

O segundo lugar no ranking das pequenas discussões diárias eu diria que pertence ao fundo musical. As pessoas tem o costume de ouvir o tipo de música que está na moda. No Brasil, nos últimos anos, o sertanejo universitário (aliás, quando esses caras se formam? — brincadeira, tá?) tem dominado as paradas musicais. Pra um cara do rock, como eu, não era fácil se concentrar e ser produtivo ao som de “Tchu“, “Tchá“, “Tchê” ou “Tchererê“. Nada contra quem curte esse tipo de música, mas não é a minha.

Uma agência de marketing chamada WebpageFX realizou um estudo para entender como a música influencia o nosso trabalho.

Eles coletaram alguns dados interessantes:

— 61% dos funcionários escutam música no trabalho para se sentirem mais felizes e produtivos.

— 88% deles realizam um trabalho mais preciso quando estão ouvindo música.

— 77% de donos de pequenos e médios negócios acreditam que a música levanta o astral da equipe.

Mas, que tipo de música ouvir?

— Música ambiente (eletrônica ou instrumental) aumenta a precisão da análise e do preenchimento de dados em 92%.

— Música clássica melhora a eficácia do trabalho para 12% dos funcionários.

— Música pop reduz a incidência de erros para 14% dos funcionários.

— Música animada (dance music) aumenta a velocidade de leitura para 20% dos funcionários.

O estudo ainda mostra que, se você precisa aprender coisas novas, deve ouvir músicas instrumentais, pois as letras podem interferir na sua capacidade de reter novas informações.

Quando você ouve música com letras, seu cérebro tem que processar dados auditivos em cima das informações e fatos que você está tentando aprender. Esta multitarefa pode fazer com que seu cérebro interprete incorretamente as informações ou cometa erros sobre o que precisa armazenar.

No meu caso, cuja atividade principal é a escrita, desde que comecei a trabalhar em home office tenho ouvido músicas instrumentais — e percebi que faço parte do grupo que tem a sensação de produzir mais.

Inclusive, criei uma lista de músicas no Spotify que chamo de “Playlist da Produtividade“. São 8h30 de músicas instrumentais e eletrônicas que tem me ajudado no expediente. Para não enjoar, sempre dou play no modo aleatório. Assim, cada dia ouço uma sequência diferente.

Caso você divida uma sala com mais pessoas e não possa utilizar fones de ouvido enquanto realiza suas atividades, a chave para o entendimento com os colegas é o bom e velho diálogo. Não adianta tentar impor o tipo de música que você gosta. Assim como eu não gosto de sertanejo, meus ex-colegas não gostavam de rock. Então negociar horários para ouvir um ou outro tipo de música é uma boa. Assim todo mundo fica feliz — pelo menos enquanto suas músicas favoritas estiverem tocando.

E você: qual sua opinião sobre o tema? A música te ajuda ou te atrapalha durante o trabalho?

28 anos, catarinense, escritor, empreendedor, growth hacker, guitarrista frustrado, marido da Laís. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016.

  • Na faculdade, não gostava de estudar com música porque era uma distração. Apenas conseguia estudar com música clássica e muito baixinho, muito música de fundo. Atualmente no trabalho temos o rádio mas não é nada distrativo, porque pelo menos não tem aquele silêncio horrível!

    • Eu também não gostava de escutar música enquanto estudava, @disqus_mrAs48RCqv:disqus. Hoje toda atividade que realizo tem alguma trilha sonora! – o que muda é o gênero! Hehe! 🙂

      Obrigado pelo comentário!