Eu sei, o título é clichê. Assim como a foto. E, provavelmente, como o conteúdo aqui escrito.

O ponto é: se sabemos essas frases de efeito de cor e salteado, por que insistimos em fazer o contrário?

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Não há dúvida de que estamos vivendo em uma sociedade obcecada com a juventude. Dos padrões de beleza cada vez mais irreais aos meninos e meninas do Vale, celebramos e idolatramos jovens que têm sucesso  meteórico nos esportes, negócios ou artes. Enchemos nossas redes sociais com vídeos virais de prodígios fazendo coisas incrivelmente impressionantes. Então é lógico que nós, que atingimos a vida adulta, podemos sentir alguma pressão para que nosso sucesso apareça… bem, antes que seja tarde demais.

A questão é que nunca é tarde demais para começar a fazer o que você sempre quis fazer. Cada um tem seu tempo e, felizmente, ser criativo e inovador não vem com um limite de idade. As limitações, muitas vezes, estão em nossos pensamentos.

Muitas pessoas vão chegar a uma certa idade em sua vida e pensar: “Eu gostaria de ter feito isso“. Pois eu lhe digo que pare de pensar assim e entenda que você não está velho demais para atingir seus objetivos e sonhos. Sejam eles profissionais ou pessoais.

Veja meu exemplo. Na última sexta-feira (02/09) escrevi um texto sobre a importância de se ter um hobby. Entre outras coisas, contei sobre meu sonho adolescente de fazer parte de uma banda e de como ele iria se realizar neste final de semana.

Ao voltar pra casa após o primeiro ensaio da Inbound Rocket, refleti sobre o porquê de nunca ter feito isso antes. O que me impedia de tentar tocar guitarra e criar minhas próprias músicas?

Quero dizer, não deslumbro uma carreira na área musical e este não é meu objetivo, mas pretendo me divertir por um bom tempo criando e experimentando sons em minha guitarra. Como escrevi no texto citado, quero que este seja meu hobby.

“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”.
— Albert Einstein

O que acontece é que colocamos limitadores em nós mesmos baseados, muitas vezes, em nossas idades. Por exemplo: aprender a tocar um novo instrumento ou falar um novo idioma são coisas que, em nossas cabeças, devem ser feitas durante a infância ou adolescência.

Quando nos tornamos adultos, focamos em nossas carreiras e deixamos que o tempo se encarregue de enterrar estes pequenos sonhos. No final de semana, ao aprender alguns acordes com meu grande amigo e parceiro de banda Júlio, descobri que essas limitações estão apenas em nossas cabeças. Eu sou sim capaz de aprender a tocar um novo instrumento e iniciar uma banda “depois de velho“.

Dito isso, te provoco a refletir sobre aqueles velhos sonhos que você engavetou por achar que está velho demais para tentar.

Não deixe a vida passar diante de seus olhos. Fale menos, faça mais e enxergue a beleza em aprender algo.

27 anos, catarinense, escritor, empreendedor, growth hacker, guitarrista frustrado, marido da Laís. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016. Sócio do Crush Design — uma das 100 startups mais inovadoras do estado de Santa Catarina.

  • Rafael

    Muito legal o texto Matheus. Realmente quando se trata de aprender algo novo, as limitações estão em nossa cabeça, e não em nosso corpo.

    Ah, e boa sorte com a banda!! =]

    Grande abraço!

  • que texto ótimo Matheus! tive sensação semelhante quando fiz mestrado, eu achava que não tinha mais paciência para aprender e me surpreendi comigo mesmo, acabei adorando retornar à sala de aula. agradeço pelo estímulo! abraço! Daniela