Sempre adorei as Olimpíadas. Tive pesadelos com o nigeriano Kanu em 1996 — algoz brasileiro no futebol masculino, acordei de madrugada em 2000 para torcer pelo vôlei de praia, fiquei puto com o padre irlandês que atrapalhou Vanderlei Cordeiro de Lima em 2004, virei especialista em natação ao assistir César Cielo em 2008 e vibrei com a família Falcão no boxe em 2012.

Em 2016, com os Jogos Olímpicos acontecendo aqui no Brasil, pude acompanhar de perto histórias de superação dos atletas brasileiros. As meninas do futebol capitaneadas por Marta que aparecem para o país apenas de quatro em quatro anos, o até então desconhecido canoísta Isaquias Queiroz que levou duas medalhas pra casa ou o boxeador Robson Conceição e a primeira medalha de ouro brasileira na história do seu esporte. Todos superaram limitações e dificuldades até chegarem onde estão hoje.

Campeonatos nacionais acontecem todos os anos em todas as modalidades, mas, nos Jogos Olímpicos é ganhar ou morrer. Em caso de derrota, os atletas precisam esperar quase meia década por uma nova oportunidade.

Foi o caso do ginasta Diego Hypólito. Grande favorito nos anos de 2008 e 2012, em Pequim e Londres, respectivamente, caiu — literalmente — nas duas oportunidades e viu o sonho olímpico escapar entre os dedos. Em 2016, em seu país e já considerado um veterano para a modalidade, não desistiu, deu a volta por cima e conquistou a tão sonhada medalha olímpica.

Todas essas histórias nos trazem lições importantes. Não só de vida, mas também de empreendedorismo. Separei 5 delas pra você se inspirar e não desistir de tocar um projeto quando a primeira dificuldade aparecer.

Ame seu trabalho

Para cada Michael Phelps, existem centenas de atletas olímpicos com rendimento abaixo do esperado. Porém, eles não desistem. Treinam, treinam, treinam e competem por amor ao esporte. E isso é cativante.

Não é pretensão se ver como um Usain Bolt. Os Jogos Olímpicos representam o desporto em sua forma mais pura. E é assim que seus negócios devem ser. Não queira ter uma empresa apenas por dinheiro ou poder. Uma startup, por exemplo, não irá longe se tiver uma mentalidade egoísta. Empreenda para fazer a diferença na vida das pessoas. Para transformar o país e gerar empregos — já falei aqui sobre não esperar pelos pelos políticos para que isso aconteça.

Trabalhe, trabalhe, trabalhe

Imagine planejar o lançamento de um produto por quatro anos antes de lançá-lo de fato. Isso é o que os atletas olímpicos fazem. Eles trabalham, trabalham, trabalham até que chegue o grande dia. E, assim como Diego Hypólito, é preciso estar preparado para imprevistos. Em seu caso específico, após suas duas derrotas quando era favorito, ele procurou a ajuda de uma psicóloga. E não há nada de errado nisso, pelo contrário. Você precisa ter a cabeça no lugar para vencer.

Meu blog levou três anos para ter uma ótima média de acessos diários. Quase o intervalo entre uma Olimpíada e outra. O Projeto CR.U.SH surgiu em 2014 e, após um 2016 excelente — e que ainda não acabou — o auge da sua existência deve ocorrer em 2017. Novamente, três anos de trabalho.

Cada vez que se pegar reclamando da falta de sucesso imediato do seu projeto, lembre-se dos Jogos Olímpicos. Lembre-se que o único caminho para a vitória é continuar trabalhando.

Tenha cuidado com o seu corpo

Atletas olímpicos mantém rotinas rigorosas para que seus corpos estejam em condições adequadas. Você não pode ter uma alimentação baseada em fast food e levar a medalha de ouro no atletismo.

Claro, empreendedores não são atletas. Porém, nossa rotina afeta consideravelmente nosso desempenho. Ter uma ótima noite de sono, se alimentar bem e, principalmente, evitar o cansaço mental com atividades desnecessárias, pode aumentar significativamente sua produtividade.

Acredite em si mesmo

Tem horas que não dá pra fugir do clichê, desculpa. Mas, o fato é que esses caras, acima de qualquer fã do esporte, acreditam neles mesmos.

Vejam o tuíte abaixo da corredora americana Morolake Akinosun.

Morolane Akinosun - tweet

Em 2016 terei 22 anos, estarei graduada e irei aos Jogos Olímpicos“. Ela escreveu isso em 2011. Dito e feito. Em 2016 a jovem faz sua estreia olímpica no Rio de Janeiro.

Obviamente ela trabalhou duro para chegar lá. Não foi o tuíte que a classificou para as Olimpíadas. Entretanto, ter uma visão clara de futuro contribuiu para que Morolake atingisse seu objetivo.

Tenha mentores

Coaching, mentoria, consultoria. Os nomes variam de acordo com o serviço oferecido e, de certa forma, acabaram banalizados pela quantidade de profissionais no mercado, mas, dificilmente você será uma Morolake se não tiver o acompanhamento de alguém.

Todos os atletas olímpicos de sucesso tem treinadores. O sérvio Novak Djokovic, melhor tenista da atualidade e considerado um dos maiores de todos os tempos — que acabou eliminado logo em seu primeiro jogo na Rio 2016 —, é treinado pelo ex-tenista alemão Boris Becker, medalhista de ouro em Barcelona 1992 e lenda do esporte.

Algumas pessoas zombam de quem contrata um serviço deste tipo, já que acham ser muito fácil encontrar informações úteis na internet. Isso vem de uma mentalidade baseada na escassez. Muitos de nós pensam que são tão bons no que fazem que não precisam de ajuda. Será que somos tão talentosos assim que não podemos aprender nada com outra pessoa?

Você pode passar horas, meses ou até anos de sua vida tentando descobrir tudo por conta própria ou pode fazer como os atletas olímpicos e trabalhar com os melhores treinadores.

Invista em si mesmo e impulsione seu negócio. Alguns dos maiores empreendedores digitais do Brasil e do mundo estarão reunidos em Belo Horizonte nos dias 31/08/16 e 01/09/16 para o FIRE 2016. Que tal começar por lá?

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Matheus de Souza

PerfilAtua como Growth Hacker no Somos Fotógrafos, portal focado em ajudar fotógrafos — amadores ou não — a ganharem dinheiro com a fotografia, e também no Projeto CR.U.SH, startup focada em mobiliário digital e design open source que foi premiada no Sinapse da Inovação 2016 como uma das 100 startups mais inovadoras do estado de Santa Catarina. Escreve sobre empreendedorismo, marketing digital, criatividade e produtividade em seu blog pessoal e no LinkedIn Pulse — onde seus artigos ultrapassaram 2 milhões de visualizações.

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28 anos, catarinense, escritor, empreendedor, growth hacker, guitarrista frustrado, marido da Laís. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016.

  • Muito bom artigo, Matheus! Meus parabéns.

  • Luana T. Santos

    Descobri seu blog e desde então sempre dou um jeito de ler toda semana! Muito bom. Parabéns.