Eu não sei vocês, mas faz um tempo que deixei de me importar com o cenário político e passei a focar em meus objetivos e em causas que acredito. Fui um daqueles adolescentes de esquerda que sonhava com um Brasil melhor e aguardava ansiosamente um(a) salvador(a) da pátria. O tempo passou. Nem salvador, nem salvadora. O país entrou num mar de lama, houve uma polarização entre direita e esquerda — por mais que todos estejam no mesmo barco — e as redes sociais inflaram o ódio contra quem tem uma opinião contrária à sua.

2016 está sendo um ano atípico. O país está em recessão, sediaremos os Jogos Olímpicos e em outubro teremos as eleições estaduais e municipais, como de praxe, mas em paralelo à isso há um processo de impeachment acontecendo contra a presidente eleita Dilma Rousseff — não entrarei no mérito se é ou não golpe, tampouco quero tornar isso um debate político.

Em meio ao caos acabamos esquecendo o poder que temos para melhorar o Brasil e criar as mudanças que tanto sonhamos. Não falo de ir às ruas. As manifestações ou mesmo as eleições não são o único jeito de votarmos — e nem o mais impactante. A tão sonhada mudança está na forma como gastamos nosso tempo e nosso dinheiro.

Aqui estão algumas ideias de como podemos trazer mudanças positivas para o país durante o resto deste ano — mudando o governo ou não.

Seja empático

Se você me acompanha, sabe que sou um grande entusiasta e divulgador dos benefícios da empatia. Por mais que muitos digam o contrário, o Brasil é um país incrivelmente preconceituoso. Historicamente, minorias são julgadas com olhares de reprovação. Por mais que sejamos um país que foi impulsionado por imigrantes e que se orgulha de sua miscigenação, há uma grande parcela de racistas e xenófobos por aqui. Sem falar dos homofóbicos e dos extremistas religiosos.

Portanto, caso você seja o CEO de sua empresa ou um recrutador, não dê uma de Michel Temer com seus 23 ministros homens e brancos. Alguns podem falar sobre meritocracia e tudo mais, mas num país em que negros representam 54% e mulheres 51% da população, talvez o problema esteja com você! Sim! Com sua falta de empatia e incapacidade de reter talentos. É  um caso de pensar fora da caixa e promover a diminuição da desigualdade sem esperar que o governo faça isso — se depender do Temer, pelo menos, acho que não será o caso…

Pense no coletivo

O brasileiro é incrivelmente individualista. Daí vem o tal “jeitinho brasileiro”. Crescemos ouvindo que a família vem em primeiro lugar, mas alguns levam isso ao extremo ao ponto de colocarem seus interesses pessoais acima do coletivo — isso também tem haver com a falta de empatia.

Eu poderia escrever um texto só com exemplos disso, mas vamos lá. Imagine a seguinte situação: numa via dupla, um carro com quatro ocupantes e um ônibus com quarenta passageiros estão lado a lado. A rotatória se aproxima e apenas um dos veículos conseguirá passar sem ser obrigado a parar para que o trânsito do sentido contrário mude de direção. Se pensássemos no coletivo, nós, como motoristas do carro, daríamos preferência ao ônibus e seus quarenta passageiros. Mas, em nossas cabeças brasileiras individualistas, o importante, neste caso, seria levar nossa família ao seu destino no menor tempo possível. Pouco importa se aquelas quarenta pessoas também tem suas famílias e compromissos.

Agora pense um pouco mais além. Este mesmo motorista é o cara que reclama dos políticos e da corrupção. Os políticos, por sua vez, quando algum roubo aos cofres públicos é descoberto, dão a desculpa de que fizeram isso pensando no bem da sua família. Queriam garantir a estabilidade dos filhos. Percebe a relação?

Apoie ideias inovadoras

Sem a criatividade dos empreendedores não há novas oportunidades de trabalho. A não ser que você conheça algum político que possa lhe empregar de quatro em quatro anos ou seja aprovado num concurso público, suas opções são empreender ou receber uma oportunidade de um empreendedor.

O grande ponto é que existem várias e várias ideias inovadoras por aí, mas, muitas vezes os projetos não saem do papel ou mesmo não dão certo por falta de dinheiro. Por isso, muitos jovens empreendedores tem apostado no crowdfunding — principalmente na área de tecnologia.

Graças ao financiamento coletivo muitas startups estão tirando seus projetos do papel e empregando muitos brasileiros. É o caso do Projeto CR.U.SH — startup da qual sou sócio — e dos nossos parceiros da Due Laser — que recentemente levantaram R$51.592,00 graças aos 170 brasileiros empáticos que lhes apoiaram e acreditaram no projeto.

Esse tipo de apoio é fundamental para que boas ideias não morram, a economia volte aos trilhos e empregos sejam gerados sem dependermos da boa vontade do governo. Infelizmente, para muitos, o empresário ainda é visto como vilão no Brasil, sendo que a geração de empregos depende mais dele do que do governo.

Então, a dica é: acesse plataformas como o Catarse ou o Kickante e procure por uma causa em que você acredite ou pense que possa causar algum impacto na sociedade. No caso do Projeto CR.U.SH, estamos fazendo uma campanha para a compra de vacinas para os animais atendidos pela ONG Movimenta Cão de Tubarão (SC) através da venda de dois produtos voltados aos PETs. Que tal começar por aqui?

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PS: Muitos de vocês me adicionaram em meu perfil pessoal no Facebook. Adicionei algumas pessoas, mas as solicitações continuaram aumentando e tomei a decisão de criar uma fanpage. Isso facilita para os dois lados. Vocês não precisam ver minhas postagens pessoais e eu posso ter um controle de público. Por isso, peço que curtam minha páginaBasta clicar aqui para acessá-la.

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28 anos, catarinense, escritor, empreendedor, growth hacker, guitarrista frustrado, marido da Laís. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016.