O medo é um grande motivador. O medo é carregado de adrenalina. O medo nos prepara para o confronto. Ele desliga nossas funções cognitivas e impele nosso poder de questionamento, deixando-nos na conformidade. Deixando-nos na conhecida zona de conforto.

O medo inibe a mudança. O medo é o amigo predileto do status quo. A cultura do medo sempre andou de mãos dadas com ditadores e terroristas. E, durante períodos de crise política e econômica, ele chega nas organizações e puxa uma cadeira.

Nos últimos 200 anos o trabalho mudou significativamente. Mas algo continua igual. O medo. Ainda sentimos a adrenalina quando confrontados ou ameaçados. Ele continua nos tirando a capacidade de raciocínio. Ele mata a melhoria no trabalho. Ele mata a criatividade. E ele tem matado pessoas, já que a depressão é grande amiga sua.

Em um mundo onde somos ensinados a nos definir por quão bem sucedidos somos no trabalho, quanto dinheiro fazemos ou quão influente somos, o medo coloca um nó na empatia. Resultados são mais importantes que pessoas. E pessoas podem ser facilmente trocadas por outras pessoas que, caso os resultados não apareçam, serão trocadas por outras pessoas, como num jogo de xadrez onde peões são descartados a medida que reis e rainhas tem sucesso em suas jogadas.

O medo, então, é apaziguado com o pão e circo corporativo. As estratégias do Império Romano funcionam na maioria dos casos, já que o medo está arraigado em nossa mente.

Desde cedo fomos ensinados a não falar em sala de aula se não sabemos a resposta. Somos ensinados a não questionar os mais velhos, já que eles tem mais experiência e, por isso, são necessariamente mais sábios que nós. O bilionário brasileiro Flávio Augusto, do Geração de Valor, foi expulso no final do segundo ano do ensino médio, numa escola de formação de oficiais, por ser questionador e não se enquadrar no modelo militar. Na escola, não copiava matérias durante a aula por considerar ser um desperdício de tempo e de foco, já que todo o conteúdo já estava no livro. Seus pais foram chamados pela professora. Acabou se acostumando a fazer diferente de todos e, por isso, ser olhado com desprezo. Flavio Augusto era o diferentão. Hoje é um dos caras mais ricos do mundo.

Talvez você esteja pensando que Flavio Augusto é uma exceção. Pois eu te desafio dizendo que ele não é. Veja as biografias de Steve Jobs, Bill Gates, Mark Zuckerberg e tantos outros que desafiaram o status quo, o medo, o pão e circo e, principalmente, o fracasso.

Somos ensinados, subliminarmente, a temer o fracasso, como se dele não viesse o aprendizado. E assim o varremos para baixo do tapete, para nunca mais ser reconhecido, para nunca mais ser abraçado, para juntar-se aos peões descartados no tabuleiro dos resultados.

Não é coincidência grandes empreendedores arriscarem mesmo quando o mundo diz que eles estão loucos. Não é coincidência grandes empreendedores se reerguerem de um fracasso ao invés de desistirem.

A única coincidência aqui é que eles resolveram confrontar o medo. Esses caras confrontaram o terrorismo psicológico que nos é imposto. Esses caras mostraram que o longo prazo começa hoje e que o hoje não existe sem o longo prazo. Eles certamente encontraram dificuldades, mas, o medo não os encontrou. O resto é história.


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28 anos, catarinense, escritor, empreendedor e freelancer em marketing digital. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016. Escreve também no HuffPost e no Transformação Digital.