Pense em si mesmo como um produto numa prateleira de supermercado: você quer ser uma marca popular e procurada ou uma genérica e sem vida?

De muitas maneiras, você é visto em sua vida profissional como uma marca em uma prateleira. Sem uma embalagem atrativa, você é apenas mais uma mercadoria barata que pode ser comprada em qualquer esquina. Porém, sendo uma marca reconhecida e valiosa, você pode cobrar mais e ainda assim ter mais saída do que uma marca genérica.

Criar uma marca pessoal é a pedra fundamental para se ter reconhecimento. Se você quer ser reconhecido por algo específico, como “o cara do marketing“, por exemplo, abra uma agência com o seu nome, trabalhe como consultor ou crie conteúdo de valor para as pessoas. Ou faça as três coisas.

Desenvolver uma marca lembra muito uma campanha política. Você vai dizer a mesma coisa repetidamente, mas de maneiras ligeiramente diferentes. Até as pessoas se convencerem de que você é o cara daquela área.

O que te diferencia de um outro nome num currículo?

Heineken
A cerveja Heineken foi fundada em 1864 por um mestre cervejeiro holandês chamado Gerard Adriaan Heineken. Mais de 150 anos depois, você ainda a encontra numa prateleira de supermercado.

Lembramos nomes

Tendemos a lembrar com mais facilidade nomes de pessoas do que de marcas. Então, faz mais sentido sua marca ter seu nome.

Como profissional autônomo de marketing digital, o ~ famigerado freelancer ~, faria sentido, dentro do senso comum, eu abrir uma agência. Agora, pense comigo: quando algum cliente me contrata, ele não está contratando a agência Lollipops in The Sky, eles querem o Matheus de Souza. Lollipops in The Sky, além de ser um nome péssimo, não diz nada. Já o Matheus de Souza, além de ser uma pessoa legal, é aquele cara que escreve no LinkedIn — e é através dessa especificidade que as pessoas chegam em mim.

Pausa para uma pergunta dentro do texto:

  • P: Isso é uma verdadeira absoluta?
  • R: Absolutamente não. É um ponto de vista. Tem várias agências de marketing, escritórios de advocacia, empresas de engenharia, entre outros, cuja marca em nada tem a ver com os nomes de seus donos e os negócios vão muito bem! Meu foco aqui está em você que está entrando ou se recolocando no mercado de trabalho.

Algumas marcas que hoje são gigantes, como Apple e Microsoft, não utilizam Jobs ou Gates em seus nomes, mas você automaticamente faz essa referência. Porque esses são os caras que popularizaram os computadores.

Quando falamos em computadores, falamos de Jobs e Gates. E, por mais que engenheiros como Steve Wozniak, no caso da Apple, sejam os caras dos computadores, eles não trabalharam suas marcas como Jobs e Gates — e é por isso que não são seus nomes que surgem em nossas mentes quando falamos das duas empresas.

O valor da marca pessoal

É humano lembrar nomes.

Louis Vuitton. Calvin Klein. Christian Dior. Porsche. Lamborghini. Ferrari.

Nunca tive um produto dessas marcas, mas sei seus valores. E não falo de dinheiro.

No caso dos nomes acima, sabemos que são produtos do mercado de luxo. Se você quer qualidade e ostentação, sabe o que precisa ter no seu guarda-roupas (rico tem é closet, né?) ou na sua garagem. Esses são os valores.

Já o valor da minha marca pessoal está na criatividade. Quem entra no meu site, logo de cara, percebe o tipo de profissional que quero ao meu lado.

Matheus de Souza

Se quem está do outro lado da tela se identifica com esse valor, minhas chances de fechar um novo negócio aumentam.

Bond, James Bond

Sempre que tiver uma oportunidade, diga seu nome. Se autopromova. Não tem nada de errado nisso.

Meus textos são narrados em primeira pessoa. Compartilho minhas próprias experiências, então você sempre encontrará um montão de “eu isso” ou “eu aquilo” por aqui. Não sou egocêntrico, nem estrelinha, mas esse é um jeito de fixar meu nome em sua mente — não sou psicopata, relaxa. Afinal, estamos falando de uma marca. E marcas geram negócios.

Meu blog também leva o meu nome. E não é cantinhodomatheus.com. É matheusdesouza.com. Nome e sobrenome. Já são mais de 100 conteúdos gratuitos e informativos que levam minha marca pessoal. Por quê? Não é só um jeito de fixar meu nome em sua mente. Eu quero que ele seja, pra você, uma fonte criativa e confiável de leitura. São meus valores.

Ah, e eu quero também, que quando você digite “Matheus de Souza” no Google, eu seja o primeiro resultado da pesquisa. Faça o teste.

Você não é o seu nome; Seu nome é você

Se você deseja iniciar uma empresa, trabalhar de forma autônoma, criar um blog, um perfil no Instagram, um canal no YouTube, qualquer coisa onde você possa ser o cara, a autoridade, utilize seu próprio nome.

Tem gente que diz que isso é antiquado. Que legal mesmo é um nome que tenha um significado por trás e tal. Bom, isso faz sentido. Então, crie um significado para o seu nome. Crie valores.

Quando nasci meu nome não significava nada. Aos 28, ele tem um significado especial pra mim.

Então, independente das suas dores e da sua história, tenha orgulho do seu nome e escreva sua própria biografia.

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28 anos, catarinense, escritor, empreendedor, growth hacker, guitarrista frustrado, marido da Laís. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016.

  • Hyerohydes Gonçalves

    Amigo escritor, Matheus de Souza, gostei muito deste artigo, assim como também gosto de todos os seus artigos. A meu ver, eles são aplicáveis não somente na vida profissional, mas, acima de tudo, na vida como um todo, tornando os seus leitores cada vez melhores e mais felizes. Parabéns pelo seu trabalho e pelo seu talento!!!