Esses dias eu estava conversando com um amigo que está no processo de perder um de seus melhores funcionários para um concorrente maior e mais conhecido. Ele não estava feliz com isso, mas apoiou a decisão do seu colaborador que, adorava trabalhar na empresa, mas a oportunidade era muito boa para ser rejeitada.

Se alguém deixa sua empresa numa situação como esta, de crescimento profissional por parte do colaborador, ok. É a lei natural do mercado. Você inevitavelmente perderá bons funcionários por isso.

No entanto, este não é o maior motivo pelo qual as pessoas estão deixando as empresas. Provavelmente você conhece mais de uma pessoa em seu círculo social que está insatisfeita com o trabalho. Os motivos são variados. Da remuneração ao chefe sem noção, passando pela falta de reconhecimento e terminando em reuniões desnecessárias que terminam com tapinhas nas costas. E, claro, há o grupo dos empreendedores. Aqueles que largam tudo e arriscam abrir seu próprio negócio.

A questão é:  se todos vangloriam o ambiente de trabalho de corporações como Google e Facebook, por que as empresas continuam perdendo funcionários pela má gestão de pessoas? Você não precisa ter uma sala de jogos e patinetes para se locomover de um setor para outro, mas penso que estas quatro pequenas ações abaixo vão te ajudar a não perder seus melhores colaboradores. Acredite, tapinhas nas costas e pão e circo não estão na lista. As pessoas querem se sentir parte do negócio.

A autora Erika Andersen listou na Forbes algumas razões pelas quais as empresas perdem seus melhores colaboradores. Abaixo, traduzo para o português os principais pontos.

Inclusão

Os colaboradores (especialmente os acima da média) gostam de sentir que são parte integrante do sucesso da empresa.

Existem duas boas maneiras de fazer isso:

  1. Deixe as pessoas saberem o que está acontecendo e o porquê de estar acontecendo;
  2. Dê liberdade e influência para tomadas de decisão.

Então, em primeiro lugar, seja honesto. Nada de sussurros pelo corredor. Isso gera um clima de incerteza. É uma sensação horrível descobrir notícias ruins da sua empresa através de um jornal. Certifique-se de informar seus funcionários tanto das coisas boas quanto das ruins. Aquele papo de “na alegria e na tristeza”.

Em segundo lugar, inclua os colaboradores nos processos de tomada de decisão sempre que puder. Nunca — nunca mesmo — tome uma decisão importante de forma unilateral. Peça a opinião de seus melhores colaboradores. Faça-os se sentirem parte do negócio. Lembre-se que seus subordinados são seus colegas. O sucesso deles é o seu, e vice e versa.

Apoio

Tenho um conhecido que diz ter tido no máximo cinco conversas com seu chefe este ano (estamos em maio). Três pelo telefone. A mensagem parece ser clara: faça seu trabalho e não me incomode. Obviamente, ele está procurando outro emprego.

Apoiar seus colaboradores e mostrar satisfação com seus sucessos é uma maneira de mantê-los motivados. Forneça os recursos necessários para que eles se desenvolvam da melhor maneira possível. Perceba quais são suas maiores habilidades e invista nelas. Encontre maneiras de ajudá-los a crescer.

Steve Jobs e a criatividade
Foto: Exame.com

Ofertas de trabalho

Pessoas acima da média gostam de desafios. Se você perceber que seu colaborador pode ir além, não o deixe muito tempo fazendo as mesmas coisas. Isso o irá desmotivar — e muito. Seja claro quanto ao plano de carreira da sua empresa — por favor, me diga que ela tem um — e incentive seus funcionários a buscarem a evolução constante.

Reconhecimento

Esqueça os tapinhas nas costas. A maioria das pessoas quer ser reconhecida por suas contribuições, ideias e trabalho duro. É muito simples deixar aqueles que trabalham com você cientes que você reconhece seus esforços e resultados. Envie um email inesperado mostrando sua gratidão, tenha uma conversa informal na hora de pegar um café. Você não precisa necessariamente se trancar numa sala e dizer isso pra ele.

Steve Jobs e os Beatles
Foto: Exame.com

Você pode ter notado que todas as quatro dicas requerem uma boa gestão e liderança, além de uma cultura empresarial que inclui honestidade e clareza. Então, se sua empresa não se encaixa nessa descrição, comece do começo.


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Nômade digital que escreve e empreende. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016. Cofundador do be freela. Você também pode ler meus conteúdos no HuffPost, no Transformação Digital e na Comunidade Rock Content.