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1.

Já são sete anos vivendo exclusivamente da internet; e onze escrevendo online (o matheusdesouza.com é de 2013).

Freelas como redator e ghost writer, cursos, mentorias, treinamentos in company, palestras, publis e, mais recentemente, a criação de uma comunidade através da minha newsletter (a outra newsletter, lá no Substack).

Já fiz e venho fazendo de tudo um pouco para pagar as contas.

Vi algumas redes sociais tornarem-se a rede do momento; e outras perderem a sua relevância. Acompanhei trends e formatos, testei isso e aquilo, aquilo mostrou-se uma boa estratégia; isso nem tanto.

A verdade é que a internet mudou muito de 2017 para cá.

Teve uma pandemia no meio. A descoberta do trabalho remoto para tantos. A TikTokzação das coisas. O ChatGPT. Só se fala em ChatGPT – até se falar sobre outra coisa.

O futuro do trabalho virou o presente. O presente está virando o passado. E assim a vida segue.

2.

Sempre que abro uma caixinha de perguntas no Instagram (por lá sou o @matheusdesouzacom) surge o tema monetização. Talvez esse seja o maior desafio dos criadores na internet: como monetizar o seu conteúdo/conhecimento?

O “como”, no sentido de que tipo de serviço ou (info)produto oferecer, geralmente, é a questão chave – e indiquei acima como tenho feito desde 2017 –, mas, na opinião de alguém que está nessa estrada há um tempo, o foco, principalmente para quem está no início, deve estar na constância. Deixe para pensar em monetização quando já tiver uma audiência; se tiver sorte, será ela, a sua própria audiência, que lhe mostrará o caminho da monetização.

3.

constância

substantivo feminino

qualidade daquele que não falta a uma tarefa, dever, tratamento, aula etc.; assiduidade, frequência.

4.

Entre 2015 e 2016 publiquei exatos 100 artigos no LinkedIn – textos entre 800 e 1.000 palavras. Os escrevi semana atrás de semana no meu tempo livre; nessa época eu ainda trabalhava como CLT e complementava a minha renda com freelas como redator.

Na semana do 100º artigo, no fim de 2016, eu saí na primeira lista de Top Voices do LinkedIn, um reconhecimento da própria rede aos profissionais mais influentes da rede.

Meu objetivo com os conteúdos era “ser visto”. E eu consegui. Criei uma audiência; e foi ela, a minha própria audiência, que me mostrou o caminho da monetização.

5.

Há dois anos o Tiago (Tira do papel) 🐢 lançou as Guias para Monetizar o seu Projeto, uma biblioteca de estudos de caso (visuais) com exemplos reais de como pessoas diferentes ganham dinheiro pela internet.

Um dos casos estudados é o meu.

Quando me demiti, na virada de 2016 para 2017, o plano era aproveitar essa visibilidade e conseguir mais clientes pros meus freelas; uma vez que sem o trabalho fixo como CLT eu teria mais tempo para atender mais clientes.

Até a metade de 2017 vivi 100% da grana dos freelas; foi quando comecei a viajar pelo mundo enquanto trabalhava de forma remota.

As coisas estavam indo bem, porém, me deparei com um novo problema: minha agenda estava cheia. Existia demanda (principalmente para trabalhos como ghost writer no LinkedIn), mas eu não tinha mais tempo disponível para supri-la.

Foi a partir dessa demanda – e de perguntas que eu recebia sobre como crescer no LinkedIn – que criei, ainda em 2017, um curso online focado na rede.

A pizza acima (retirada das Guias para Monetizar o seu Projeto do Tiago) representa os meus ganhos no fim de 2017 após o lançamento do curso. A pizza abaixo representa os meus ganhos em 2022 depois de ter diversificado minhas frentes de atuação.

Minhas pizzas mudaram de 2017 para cá; e a forma como eu monetizo o meu conteúdo/conhecimento também. Algo, no entanto, permanece igual: a constância.

6.

Em outubro de 2022 lancei um novo projeto: a newsletter Passageiro.

Minha primeira newsletter foi lançada em 2015 e os e-mails sempre foram parte importante do meu negócio como produtor de conteúdo.

Há tempos eu vinha acompanhando o hype em torno do Substack, mas não queria apenas levar a newsletter antiga para a plataforma; eu queria começar um projeto do zero; eu entraria no Substack apenas quando (e se) fizesse sentido, não por causa do hype.

Quando minha esposa e eu nos mudamos por 3 meses para uma cidadezinha na costa da Toscana (ela estava no meio do processo de obtenção da cidadania italiana), enxerguei uma oportunidade de explorar o Substack: uma newsletter em que eu compartilharia o processo de escrita do meu novo livro tendo como pano de fundo a experiência nessa cidadezinha.

Bom, eu ainda não finalizei o livro, minha esposa tornou-se cidadã italiana, nos mudamos para Paris e a newsletter virou outra coisa; e na próxima terça-feira chegará em sua 87ª edição; ou seja, 87 semanas; além das mais de 10 edições da cobertura que fiz dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos direto de Paris.

Os planos iniciais podem ter mudado, mas de outubro de 2022 até agora eu não furei uma semana sequer; teve edições da newsletter até nas vésperas do Natal e do Ano Novo. Constância.

O objetivo inicial da newsletter era criar um hype em torno do meu novo livro, porém, mais do que isso, percebi que, ainda que sem querer, eu estava criando uma comunidade de pessoas com gostos e profissões semelhantes. Havia uma oportunidade de monetização ali que ia além do livro.

Quando iniciei esse projeto, quis fazer a coisa realmente do zero, de modo que não importei listas de e-mail de iniciativas do passado. Hoje, 09 de setembro de 2024, a newsletter conta com exatos 9.838 inscritos; sendo 192 pagantes.

Pois é, 192 pagantes.

Particularmente, não acredito que o modelo de pagar para ler, comum nas versões digitais dos jornais, por exemplo, funcione no Brasil. Questão cultural. Nos EUA têm muita gente ganhando dinheiro com newsletter, mas o mercado lá é outro, a cultura é outra.

Como, então, monetizar uma newsletter em língua portuguesa e no mercado brasileiro? Através da criação de comunidades.

O Clube Passageiro, minha iniciativa monetizada mais recente, é uma comunidade que se encontra uma vez por mês para papear sobre escrita, produção de conteúdo, monetização, livros e viagens – em encontros via Google Meet com duas ou mais horas de duração. E tudo começou com conteúdo gratuito em uma newsletter.

8.

Como vocês viram no dashboard acima, a newsletter ainda não ocupa um espaço de relevância na minha pizza, porém, eu sempre penso no longo prazo: o único jeito de aumentar o número de assinantes pagos é aumentando a base de assinantes gratuitos; e aumentando a base eu também consigo fechar publis e parcerias.

Como fazer tudo isso?

Como eu sempre fiz.

Tendo constância.

Escrevendo 100, 200, 300 ou quantas edições forem necessárias.

É assim que se monetiza conteúdo/conhecimento.

🚨 Últimas vagas: Mentoria Monetize

Estou com oito vagas abertas (seis já foram preenchidas) para a Mentoria Monetize – uma mentoria para você monetizar o seu conhecimento e ganhar dinheiro na internet.

Será a última turma de 2024! 👀

A Mentoria Monetize é para quem tem um projeto (ou uma ideia de projeto) e busca monetizar o seu conhecimento/conteúdo.

Se você é familiarizado com o meu trabalho, já deve ter percebido que não tolero bullshitagem, de modo que durante a Mentoria buscaremos, juntos, formas realistas para você ganhar dinheiro na internet sem precisar romper com os seus valores pessoais.

Durante 6 meses você terá acesso ao meu cérebro; e às estratégias que utilizo e/ou já utilizei para vender o meu conhecimento/conteúdo na internet.

Mais que isso: durante 6 meses você verá que existe espaço para todo mundo, que seu nicho não está saturado, que você não precisa ser influenciador para ganhar dinheiro na internet, que você não precisa fazer o que todo mundo está fazendo e, principalmente, que existe vida online além do Tik Tok e do Instagram.

E, se você me permite um clichê, durante 6 meses vou te ajudar a pensar fora da caixa.

Saiba mais e garanta a sua vaga neste link.


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Escritor e viajante. Autor de "Nômade Digital", livro finalista do Prêmio Jabuti.
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