Milhões de posts são feitos diariamente nas mais diferentes redes sociais. Recebemos dezenas de e-mails e centenas de mensagens em aplicativos. Uma enxurrada de informações é criada e consumida todo santo dia. Como ser lido ou ouvido nesse caos?

Sendo conciso.

Costumo ser abordado em minhas caixas de entrada com textos gigantescos de desconhecidos oferecendo algum serviço ou produto –– ou então pedindo alguma informação sobre algum assunto que escrevi.

Eu sempre respondo todo mundo que me envia mensagens, mas chuta de quem é a preferência na lista de respostas?

Se você quer que um desconhecido te responda rapidamente, seja breve. Ao se apresentar, não escreva sua biografia completa. Também não fique esperando uma resposta de um “Oi, tudo bom?”. Vá direto ao ponto. Tempo é dinheiro.

Se descreva em 140 caracteres – ou menos

Tenho me descrito como um “nômade digital que escreve, empreende e ensina”. Embora no meu resumo do LinkedIn e na seção “sobre” do meu blog eu tenha escrito uma versão longa da minha biografia, essa frase curta, com menos de 140 caracteres, explica o que faço e sempre a utilizo em contextos onde o tempo de atenção do leitor ou ouvinte é reduzido.

Imagine o seguinte cenário:

Você é palestrante e tem 10 minutos para apresentar seu conteúdo. Porém, levou 2 minutos apenas se apresentando, contando dos seus MBAs, dos lugares onde trabalhou e dos prêmios que recebeu. Ninguém se importa, cara. Quem está na plateia quer que você entregue algum valor, não o seu currículo. Entregue valor que o interesse pelo o que você faz ou fez será despertado naturalmente por quem te ouve ou lê.

Utilize o LinkedIn para melhorar seu poder de síntese

Semanalmente publico alguns pensamentos soltos no LinkedIn. Como a rede profissional limita as publicações no feed à 1.300 caracteres, escrever conteúdos que se adequem é um ótimo exercício para melhorar o seu poder de síntese.

Geralmente escrevo minhas publicações no aplicativo de notas do computador sem me preocupar com o número de caracteres. Nessa primeira fase reuno o que chamo de “magma” do texto. Uma massa de frases com o que quero falar sobre determinado assunto.

Depois, copio e colo esse texto na área de publicação do LinkedIn para saber o número exato de caracteres do que escrevi. Na grande maioria das vezes preciso “podar” o texto, fazendo cortes para adequar a publicação aos tais 1.300 caracteres. Este simples exercício me ajuda a passar minha mensagem com mais clareza e de forma concisa.

O texto encerra aqui…

…porque não faria sentido eu pedir para as pessoas serem concisas num textão. Eu realmente não tenho mais nada para falar sobre o assunto. E essa é a última dica: não “encha linguiça” apenas para que seus conteúdos fiquem mais longos. Menos é mais.

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Nômade digital que escreve, empreende e ensina. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016. Cofundador do be freela. Você também pode ler meus conteúdos no HuffPost, no Transformação Digital, Comunidade Rock Content e no Medium.