O tempo passa, o tempo voa, mas o e-mail marketing continua numa boa sendo a mídia com maior Retorno Sobre Investimento (ROI) no mercado digital. Quem mostra isso é a Adobe Consumer Email Survey Report, pesquisa que compilou dados de comportamento dos usuários de e-mail e como eles interagem com campanhas de marketing em suas caixas de entrada.

Independente dos dados da pesquisa da Adobe, eu já havia reparado isso no meu negócio como profissional autônomo – o tal do freelancer.

Primeiramente, você tem que ter em mente que qualquer rede social que utilizamos é uma “plataforma alugada”, ou seja, não temos controle sobre a audiência. Se hoje uma estratégia de publicação dá certo em determinada rede, amanhã ela pode não ser tão eficaz — vide as recentes mudanças no algoritmo do Facebook.

Por isso, assim como ter seu próprio site, é importantíssimo para qualquer negócio criar uma lista de e-mails. E por criar, digo do zero mesmo! Nada de comprar listas de endereços em sites duvidosos! O negócio aqui é no braço e veremos nesse artigo como fazer e manter isso de forma saudável!

Construindo sua lista

Escolhida a ferramenta de e-mail marketing (eu utilizo o MailChimp e escrevi sobre ele em meu último artigo), construir uma lista de e-mails é mais fácil do que se imagina. O problema é que isso demora – e sabemos que é natural do ser humano ser imediatista.

Digamos que você trabalhe com produção de conteúdo. Tem um blog ou escreve em plataformas alugadas como LinkedIn ou Medium. Você não terá trabalho em coletar os e-mails dos leitores. Basta utilizar uma call to action (também conhecida como “chamada para ação”) do tipo: “Quer receber meus textos por e-mail? Cadastre-se aqui!“. Vai por mim, se a pessoa gostar do seu texto, ela vai se cadastrar.

Outra estratégia que funciona muito bem, embora já esteja um pouco manjada, é oferecer um produto digital em troca do e-mail: um e-book, geralmente. Essa tática pode dar muito certo desde que você entregue um conteúdo de qualidade.

Já vi e-book por aí cujo título era algo como “X livros que você devera ler“. Bom, você deveria escrever um artigo sobre isso, não um e-book.

Se você é um cara mais “visual” do que “textual”, organizar um webinar é uma ótima opção: você entrega conteúdo em vídeo e, em troca, recebe o endereço de e-mail de quem assistir.

E-mail marketing como canal de vendas

Seja oferecendo meus serviços de freelancer ou prospectando alunos para o meu curso de “Marketing Pessoal e Produção de Conteúdo no LinkedIn“, meu principal canal de vendas é o e-mail marketing.

Uma vez por semana envio uma newsletter para os meus leitores com um resumão dos conteúdos que produzi no período, artigos de terceiros que achei interessantes e, de vez em quando, alguma oferta.

Por que “de vez em quando“?

Ninguém mais suporta receber e-mails com propagandas. Embora a pessoa tenha cedido seu e-mail, essa prática é invasiva – e esse é o principal motivo de descadastramento de usuários em listas de e-mails.

Quer ofertar seu produto ou serviço do jeito certo em 2018? Ofereça conteúdo útil para a sua audiência e seus leitores se interessarão pelo seu trabalho – e isso serve para qualquer canal. Não force a barra na hora de vender!

Se estiver sem ideias sobre que tipo de conteúdo enviar para a sua lista, a Contentools fez um ótimo artigo sobre como desenvolver uma newsletter de qualidade.

Mantendo sua lista

Tão importante quanto criar a lista é mantê-la saudável. E por “manter”, não falo dos conteúdos: contatos inválidos, por exemplo, podem colocar seu endereço em listas de spam. Sem falar do custo financeiro desnecessário com os contatos inexistentes. Por isso é preciso ter um cuidado especial na gestão dos mailings, principalmente no aspecto da captação de endereços e na atenção à remoção de e-mails inválidos.

SafetyMails lançou recentemente a versão 2017 de sua Pesquisa de Qualidade das Bases de E-mails no Brasil. Nela, um dado preocupante: quase 20% dos e-mails que fazem partes das bases verificadas foram classificados como inválidos.

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Fonte: Pesquisa de Qualidade das Bases de E-mails no Brasil | SafetyMails.

Para a empresa, especialista em verificação e validação de e-mails, “diante de números bastante preocupantes relacionados à qualidade das bases de e-mails, a higienização e organização das bases de e-mails se mostra mais necessária do que nunca. Trata-se de uma peça que deve ser considerada como engrenagem permanente da cadeia de e-mail marketing“.

E-mails ruins podem prejudicar o seu negócio, então, identificar e remover possíveis endereços inválidos na sua base é fundamental para manter a saúde da sua lista.

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Nômade digital que escreve, empreende e ensina. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016. Cofundador do be freela. Você também pode ler meus conteúdos no HuffPost, no Transformação Digital, Comunidade Rock Content e no Medium.