Em meio a semana do Valentine’s Day, quero expressar publicamente meu mais novo amor: os dados! Vou explicar genuinamente meu interesse por eles e dividir as razões nas quais eu acredito que todo profissional de marketing deve amá-los de uma vez por todas.

Por que você não deve ter medo de dados?

Para contextualizar, há seis meses atrás, inclusive no dia que publiquei meu primeiro artigo no LinkedIn “Como uma demissão em tempo de crise me deixou mais confiante“, fui chamada para reativar a área de marketing digital em uma empresa de análise de dados, chamada inQuesti. Com uma pitada de QI da Tânia Mujica (diva da meditação), consegui a vaga que estrategicamente estava buscando para alavancar minha carreira: estar imersa em uma empresa que respira dados para desenvolver meu lado mais analítico atuando com produção de conteúdo.

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Confesso que não é fácil ser uma das únicas miçangueiras por aqui, mas acredite: a melhor decisão foi aceitar a oportunidade e encarar o desafio onde 95% das pessoas que trabalham comigo são movidas a números. Isso me faz obrigatoriamente pesar todas as minhas entregas e dizer os por quês, os quês e comos, de tudo que eu faço. Basicamente isso se resume a 3 insights que divido com você:

  • Dados farão de você um profissional melhor e mais capacitado: enfrente os números e estude sobre assuntos que você desconhece. Estatística, Data-Driven, Big Data, Business Intelligence, Martech, Analytics, Realidade Aumentada, Inteligência Artificial entre outros termos devem fazer parte do vocabulário de qualquer profissional que se diz envolvido com marketing. Ignorar a influência da tecnologia em nosso dia a dia é dar um tiro em nosso próprio pé e deixar para trás incríveis oportunidades de crescimento.
  • Dados farão você entender sobre qualquer negócio: curtidas, cliques, pageviews, total de seguidores entre outras métricas consideradas de “vaidade”, podem ser relevantes para você, mas não para a saúde financeira da marca que você atua. Trabalhar com estratégia digital vai além de entregar conteúdo e contar uma linda história sobre o propósito de uma marca, ela serve principalmente para um negócio lucrar. Aceite isso.
  • Dados podem não ser confiáveis, mas você se torna confiante: sim, amigos, nem mesmo os números estão a salvo! Acompanho implementações de projetos de BI o tempo todo e nos bastidores da manipulação de dados, tudo pode acontecer. O próprio Facebook em Setembro de 2016 afirmou para o Wall Street Journal que as métricas de audiência de vídeos permaneceu errada por dois anos. Se até o Mark erra, quiçá a gente. Lembre-se: dados podem ser considerados de exatas, mas sempre terão um pé em humanas.

Ser data-driven é obrigação de qualquer profissional de marketing

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Não é de agora que as áreas de tecnologia e comunicação deram um match. Isso se deu graças a mentalidade de que toda ação de marketing deve ser orientada por dados, conceito de data-driven que ainda é pouco difundido entre as empresas e menos ainda praticado pelos profissionais de marketing no dia a dia. Ser ninja na aplicação de estratégia digital vai exigir um plano de ação com otimização contínua que só os dados podem proporcionar, em concordância com o profissional Rodrigo através do artigo A influência da tecnologia nas estratégias de conteúdo.

 Sempre fui geek lover e agora mais que nunca, por isso quero compartilhar o que eu estou vivenciando e aplicar na prática meu propósito data-driven de ➗ para ✖️. Abaixo, listo 3 das principais tecnologias que toda estratégia digital deve levar em consideração daqui para frente:

 #1 Inteligência artificial aplicada na produção de conteúdo

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O que é: tecnologia baseada em software capaz de executar tarefas que normalmente precisariam de inteligência humana como tomar decisões e resolver problemas, em outras palavras, a capacidade de ser inteligente. Exemplos: Siri do iPhone, Google Tradutor, mensagens automáticas via messenger do Facebook – conhecidas como chatbots etc.

Por que usar: A era data-driven criou novas oportunidades para o marketing e a evolução da inteligência artificial levou o marketing completamente para um novo nível. A aplicação da inteligência artificial no marketing digital pode levar a uma mudança drástica em como produzimos conteúdos relevantes. Comentei em meu texto anterior sobre Marketing 4.0, que no futuro do marketing não é mais possível desconsiderar a capacidade que o ser humano tem de compartilhar informações úteis.Logo, empresas que implementam AI ou Inteligência Artificial têm mais chances de desenvolver mensagens altamente personalizadas e relevantes, conforme os resultados do estudo VentureBeat.

Quem aprova: Pelas palavras do representante da WSI no Brasil, Caio Cunha “Na área de marketing, a inteligência artificial é a bola da vez. A cada ano, o marketing tem se tornado mais digital e essa característica faz com que ele aconteça em ferramentas, como as mídias sociais, que recebem diversos dados que propiciam que as pessoas analisem e tomem decisões. E várias destas ferramentas são baseadas em IA e isso tende a aumentar cada vez mais.”

 #2 Big Data aplicado para as redes sociais

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O que é: conceito de armazenar, coletar e analisar um grande volume de dados. Exemplos: palavras-chave mais buscadas, vídeos mais acessados, imagens, artigos mais populares, tweets, mensagens por inbox, praticamente t-u-d-o que fazemos por trás de uma tela de celular, tablet ou computador.

Por que usar: Não há como negar que as redes sociais fazem parte do grande volume de dados em Big Data. Elas podem ajudar a identificar tendências e priorizar para que as marcas possam tomar medidas antecipadas, melhorar o valor de sua oferta e da percepção do consumidor. Por curiosidade, veja só o que acontece em apenas um único minuto na internet de acordo com a Visual Capitalist:

  • 701.389 logins no Facebook
  •  150 milhões de e-mails enviados
  • 527.760 fotos feitas no Snapchat
  •  347.222 tweets no Twitter
  •  28.194 nova publicações no Instagram
  •  2.4 milhões de buscas pelo Google
  •  2.7 milhões de visualizações no YouTube
  •  20.8 milhões de mensagens pelo WhatsApp

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Marcas já sabem (ou já deveriam estar carecas de saber) que ter uma estratégia direcionada para as redes sociais, não é mais apenas uma opção é uma necessidade. A medida que o conceito de Big Data se tornar mais fácil e menos overhyped de se aplicar, marcas de todos os tamanhos poderão consultar a internet para obter um fornecimento gratuito e inesgotável de dados e compreender os sentimentos dos consumidores. O resultado será de gerar insights estratégicos e desenvolver conteúdos relevantes e mais atrativos, afinal a emoção é a força motriz por trás de cada interação do consumidor para criar uma love brand de sucesso e não a razão.

Quem aprova: Palavras da Flávia Gamonar professora em cursos de pós-graduação, doutoranda em mídia e tecnologia no Meio & Mensagem: “É preciso ir mais a fundo ainda para entender o universo do cliente, seu estilo de vida, linguagem, anseios, objeções e os canais que ele está usando para se comunicar e interagir. Em 2017 veremos a tecnologia ser usada de maneira ainda mais inteligente e integrada para gerar soluções e valor ao consumidor.”

 #3 Realidade aumentada além do Pokémon GO

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O que é: quase a evolução da inteligência artificial e uma revolução na distribuição de conteúdo, é uma técnica que mescla o mundo real e virtual, criando uma interação a partir de dados virtuais possibilitando mais interação entre o usuário e a marca. Exemplo: QR Code (desenterrei essa hein?), xBox, Google Glass, Filtros do Snapchat, etc.

Por que usar: pesquisas apontam que o sucesso mundial do Pokemón Go faturou US$ 10 milhões por dia durante seu auge. Claro que esse sucesso não se deu somente a aplicação da realidade aumentada. O conceito do marketing de nostalgia foi lindamente aplicado associando aos anos 90, estratégia que acertou em cheio (eu, inclusive). A experienciação é um prato cheio para gerar conexão e uma interação duradoura com o consumidor. No mais, a realidade aumentada serve para colaborar nas interações humanas tornando-as mais responsivas, seja para criar jogos mais interativos, melhorar procedimentos da medicina com cirurgias remotas entre outras. Compreender o impacto que estas tecnologias têm em nossas profissões e em nossas vidas pessoais é a forma de construir uma nova realidade e de se comunicar com as pessoas.

Quem aprova: O braço direito do Mark, Luis Olivalves do Facebook disse à Veja: “Se eu quero passar um recado (nas redes sociais), nada melhor do que o vídeo. E, hoje, quando quero passar uma experiência, trazer uma pessoa para viver algo único, uso a realidade aumentada.

Especialista em Estratégia Digital e Social Media, atuou nas maiores agências de publicidade do Brasil: Publicis Brasil, Havas Digital e Ogilvy Brasil atendendo marcas como Nestlé, LATAM e Claro. Atua hoje com Produção de Conteúdo, Inbound Marketing e cursa MBA em Digital Data Marketing pela FIAP. Eterna potterhead e idealista por um mundo melhor através da tecnologia!