Todo mundo se lembra do que fazia em 11 de setembro de 2001. Eu, por exemplo, estava jogando Mega Drive em meu quarto quando a música do plantão ressoou na TV da sala anunciando a tragédia.

Pois bem, 13 anos depois, em 11 de setembro de 2014, eu estava no local exato do ataque terrorista que vitimou mais de 3 mil pessoas.

Desci na estação do PATH do World Trade Center, que foi destruída naquele 11 de setembro de 2001. Logo na saída dei de cara com soldados do exército americano armados até os dentes. Eles estavam em todas as esquinas.

Alguns turistas tiravam fotos do One World Trade Center, o arranha-céu construído após o desabamento das Torres Gêmeas. Outros peregrinavam até o local exato das antigas torres, que estava fechado por medidas de segurança.

Enquanto caminhava, olhava para os céus, para os prédios enormes, e imaginava aquele 11 de setembro de 2001. Teorias da conspiração à parte, me imaginei no lugar daqueles inocentes. A correria, os gritos, a poeira, os escombros.

Sentei na beira do Rio Hudson e comi um pedaço de pão que levava na mochila. Os pedestres que por ali andavam pareciam compartilhar do mesmo sentimento. Suas feições eram de tristeza. O clima estava pesado.

Depois de muito andar, fui parar numa tal de Fraunces Tavern, onde George Washington costumava tomar umas. Pelo menos é o que dizia um guia de NY que carregava comigo. Pedi uma cerveja feita no Brooklyn. Não lembro o nome, mas era gostosa e tinha um teor alcoólico elevado. Fiquei levemente embriagado.

Ainda peguei um pôr do sol maravilhoso após atravessar a Ponte do Brooklyn. Daqui pra frente serão essas minhas memórias quando ouvir falar em 11 de setembro. Chega de tristeza.

28 anos, catarinense, escritor, empreendedor, growth hacker, guitarrista frustrado, marido da Laís. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016.

  • Eu estava trabalhando em uma agência de publicidade que nem existe mais.

  • Alessandro Paiva

    Eu estava no meu primeiro dia de estágio na Leo Burnett, agência de publicidade americana, na sede de Roma. Cogitaram em evacuar o local com medo de ataques ao prédio, como se houvesse um grupo de terroristas para cada estabelecimento americano espalhado pelo mundo, rsrsrs! Quanta megalomania!

  • Oi Matheus, tudo bem? Adorei o seu blog, muito mesmo! Conquistou uma leitora,viu.
    Lembro que eu tinha 11 anos e estava fazendo uma excursão com a escola. E os meninos falavam de um “avião que bateu num prédio”, que eu não fazia ideia do que se tratava, então eu ficava olhando para o céu, com medo que um avião aparecesse e ou causasse algum acidente… lembro que no dia, o Jornal Nacional praticamente falou apenas sobre isso, na minha memória tenho a imagem da Fátima Bernardes na TV e eu e a minha mãe, sentadas no chão e vidradas no que ela dizia…

  • Gostei do post e da forma que escreve, parabéns… Ahhh e eu estava em uma sala de reunião. Abraço