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Todo mundo se lembra do que fazia em 11 de setembro de 2001. Eu, por exemplo, estava jogando Mega Drive em meu quarto quando a música do plantão ressoou na TV da sala anunciando a tragédia.

Pois bem, 13 anos depois, em 11 de setembro de 2014, eu estava no local exato do ataque terrorista que vitimou mais de 3 mil pessoas.

Desci na estação do PATH do World Trade Center, que foi destruída naquele 11 de setembro de 2001. Logo na saída dei de cara com soldados do exército americano armados até os dentes. Eles estavam em todas as esquinas.

Alguns turistas tiravam fotos do One World Trade Center, o arranha-céu construído após o desabamento das Torres Gêmeas. Outros peregrinavam até o local exato das antigas torres, que estava fechado por medidas de segurança.

Enquanto caminhava, olhava para os céus, para os prédios enormes, e imaginava aquele 11 de setembro de 2001. Teorias da conspiração à parte, me imaginei no lugar daqueles inocentes. A correria, os gritos, a poeira, os escombros.

Sentei na beira do Rio Hudson e comi um pedaço de pão que levava na mochila. Os pedestres que por ali andavam pareciam compartilhar do mesmo sentimento. Suas feições eram de tristeza. O clima estava pesado.

Depois de muito andar, fui parar numa tal de Fraunces Tavern, onde George Washington costumava tomar umas. Pelo menos é o que dizia um guia de NY que carregava comigo. Pedi uma cerveja feita no Brooklyn. Não lembro o nome, mas era gostosa e tinha um teor alcoólico elevado. Fiquei levemente embriagado.

Ainda peguei um pôr do sol maravilhoso após atravessar a Ponte do Brooklyn. Daqui pra frente serão essas minhas memórias quando ouvir falar em 11 de setembro. Chega de tristeza.

Sou um escritor que vive pelo mundo e conta histórias, autor de "Nômade Digital: um guia para você viver e trabalhar como e onde quiser" (Autêntica Business, 2019). Escrevo para tornar a vida e o trabalho das pessoas mais leves.