Ontem a noite comprei dois ingressos para os shows de The Hives e Arctic Monkeys em São Paulo. Paguei um preço salgado, já que não sou mais estudante. Ficarei longe do palco, já que não sou mais estudante.

Isso me fez analisar a tal da meia-entrada, a qual confesso que quando mais novo e possuía o direito de usá-la, a usei algumas vezes. Pois bem, é de conhecimento de todos que os ingressos no Brasil são mais caros por causa da meia-entrada. Os vendedores colocam os preços lá em cima para compensarem as vendas por metade do preço. Sem falar da taxa de (in)conveniência. Não bastasse isso, há ainda a divisão entre Pista e Pista Premium. No caso de um show internacional, só sendo rico para comprar uma entrada inteira da segunda modalidade.

Essa segregação me parece um tanto injusta. Como qualquer segregação. Vejam bem: na maioria dos casos, os estudantes que compraram ingresso meia-entrada para a Pista Premium são bancados pelos pais (a idade mínima do evento é de 16 anos), que provavelmente não estudam mais. Já eu, o trabalhador brasileiro, como os pais destes estudantes entre 16 e 18 anos, só tenho direito a entrada inteira e verei os macacos do ártico de longe.

A solução que proponho? Pista única e preço único e justo. Mas, estamos no Brasil. Segue o jogo!

27 anos, catarinense, escritor, empreendedor, growth hacker, guitarrista frustrado, marido da Laís. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016. Sócio do Crush Design — uma das 100 startups mais inovadoras do estado de Santa Catarina.