Longe de ser um “eu avisei”, mas escrevi este texto em 18 de agosto de 2013:

A Alemanha não tem uma das melhores seleções de futebol do mundo por acaso. Não é coincidência o Bayern München ter chego a três finais da Champions League nos últimos quatro anos, disputando a final da última edição contra seu compatriota Borussia Dortmund.

A receita da Bundesliga (campeonato alemão) na última temporada chegou na casa dos £2 bilhões. O dobro de dez anos atrás. Os estádios, além de modernos, estão sempre lotados. A média de espectadores da última temporada foi de 44 mil torcedores por jogo.

Esse “boom” da liga nacional deve-se, em parte, a Copa do Mundo de 2006, realizada na Alemanha. No entanto, a excelência da Bundesliga foi alcançada a longo prazo, através da boa gestão financeira dos clubes, aumento da renda, controle rigoroso dos custos e uma liga que sabe assumir suas responsabilidade econômicas.

Dito isso, vamos ao Brasileirão. Ano que vem, teremos uma Copa do Mundo por aqui, assim como a Alemanha teve. Porém, estamos longe de termos uma campeonato no nível da Bundesliga. A CBF está metida em escândalos de corrupção. Os clubes, em sua maioria, estão endividados, mas continuam fazendo contratações milionárias, de forma irresponsável. O nível técnico é baixíssimo, e talvez por isso veteranos como Seedorf, Alex e Juninho sejam os destaques do campeonato. Os estádios? Vazios. Ingressos caros, violência, transporte público de má qualidade e os horários dos jogos escolhidos pela Rede Globo cada vez mais afastam os torcedores.

E eu, que como bom brasileiro adoro futebol, perdi o tesão em assistir os jogos do nosso campeonato nacional.

(Fonte dos dados sobre a Bundesliga)

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28 anos, catarinense, escritor, empreendedor e freelancer em marketing digital. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016. Escreve também no HuffPost e no Transformação Digital.