Uma das Copas mais polêmicas da história inicia hoje — não podemos esquecer de 1978 na Argentina, durante o Regime Militar do país — no país do futebol.

O comentarista esportivo Jorge Kajuru deu uma bela definição sobre nosso sentimento em relação à ela: “O Brasil já perdeu a Copa, mas vai ser hexa”.

De fato. Num país em que os índices de desigualdade social são enormes, bilhões foram gastos com estádios — e, principalmente, com desvios de verba pública —, alguns com localizações duvidosas.

Mas, deixando a revolta com nossos governantes de lado, eu sempre amei Copas do Mundo e, acima de tudo, o futebol, o esporte. Não podemos deixar que estes mesmos governantes nos tirem também nossas paixões. Eles já tiram nosso couro diariamente com impostos abusivos. Induzir o ódio ao que amamos já é demais.

Alguns vão dizer que a Copa é uma tática de “pão e circo”, mas deixem que falem. Quando a bola rolar, vamos torcer por nossa Seleção. Afinal, os jogadores não são culpados por nossos problemas. O futebol não é, nem mesmo a FIFA. Não podemos fazer da Copa — o evento em si — um bode expiatório para nossa situação econômica e social.

A resposta ao governo podemos dar em outubro, nas Eleições Presidenciais.

#VaiTerCopa

27 anos, catarinense, escritor, empreendedor, growth hacker, guitarrista frustrado, marido da Laís. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016. Sócio do Crush Design — uma das 100 startups mais inovadoras do estado de Santa Catarina.