O título é autoexplicativo. Fui chamado de tio. Acontece que não tenho sobrinhos (ainda, meu cunhado será pai em breve). Eu, no auge dos meus 24 anos, chamado de tio. Pouco tempo depois de escrever neste blog sobre como o tempo está passando depressa.

Eu trabalho em uma faculdade. A maioria dos alunos tem a minha idade, uns um pouco menos, outros um pouco mais. Porém, há os alunos do Programa Jovem Aprendiz. Jovens entre 14 e 17 anos, em sua maioria. Idade que eu tinha até pouco tempo e, não me parece fazer tanto tempo assim. É difícil pra mim imaginar que um moleque de 14 anos tenha nascido em 1999. Ele não viu Ayrton Senna e os Mamonas Assassinas morrerem, não se decepcionou com o Brasil na Copa da França. Tinha apenas 1 ano de idade quando nós estávamos preocupados com o “bug do milênio”.

Enfim, essa nova experiência aconteceu assim:

— “Como eu faço pra falar com a coordenadora?”, perguntou o jovem.

Lhe mostrei o caminho. E lá foi ele. Depois de uns 10 minutos, o garoto volta e me agradece.

— “Obrigado, tio”.

— “Hum… De nada”. Respondo, tentando digerir o significado da palavra “tio”.

É, meus amigos. O tempo está passando. Terminarei esse texto citando uma música que ouvi esses dias, da Sandy (nunca imaginei citá-la em qualquer coisa), aquela da dupla Sandy & Júnior, que o garoto de 14 anos deve ter conhecido já em carreira solo: “Sou jovem pra ser velho e velho pra ser jovem”.

28 anos, catarinense, escritor, empreendedor, growth hacker, guitarrista frustrado, marido da Laís. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016.