Sou um amante de música à moda antiga. Gosto de ouvir álbuns completos, na sequência em que o artista escolheu que ouvíssemos. Me sinto um estranho em meio a uma geração que consome singles aos montes, de artistas que serão esquecidos daqui um mês ou dois. Ou vai me dizer que você tem ouvido ultimamente aquele sul-coreano, o tal do Psy? Aliás, me digam uma música dele. Não vale Gangnam Style. Esse é meu ponto. Um bom álbum fica para a eternidade. As pessoas em 2013 escutam álbuns do Bob Dylan concebidos nos anos 60, mas, daqui 50 anos, ninguém ouvirá Gangnam Style. Ninguém se lembrará do Psy ou de tantos outros one-hit wonders.

Todo esse delírio foi para falar de um álbum lançado em março do ano passado, e que tem sido minha trilha sonora pós-meia-noite desde então. Trata-se de Kill For Love, da banda Chromatics, que você provavelmente nunca ouviu falar. Eu também nunca tinha ouvido falar deles até ano passado, quando o excelente João Paulo Cuenca os indicou no programa Estúdio i, da Globo News. Obrigado por isso, JP.

A bela capa de Kill For Love.
A bela capa de Kill For Love.

Chromatics é uma banda de música eletrônica com vocal feminino, mas sem tuntz tuntz, longe disso. O som dos caras está mais para um The xx sem grife (também adoro eles, por sinal). A mistura de sintetizadores, guitarras e a produção minimalista com timbres italianos no estilo Giorgio Moroder (aquele mesmo da música do Daft Punk), proporcionam uma experiência de imersão durante os 77 minutos de música (ou 90, caso você tenha a versão deluxe). É um álbum pra você chegar em casa depois de um dia cheio, apagar as luzes, abrir uma cerveja e deixar o som rolar. Um perfeito som ambiente. Uma viagem de LSD.

Minha intenção não é fazer uma resenha, para isso existem os sites e blogs especializados. Então, vou parando por aqui. Abaixo segue um player com o Kill For Love completo para audição, disponibilizado por Johnny Jewel, fundador da gravadora Italians Do It Better, membro do Chromatics e responsável pela produção do álbum.

Vale a pena conferir também o vídeo da faixa de abertura de Kill For Love, a linda Into The Black, um corajoso cover do clássico de Neil Young.

27 anos, catarinense, escritor, empreendedor, growth hacker, guitarrista frustrado, marido da Laís. Eleito pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede em 2016. Sócio do Crush Design — uma das 100 startups mais inovadoras do estado de Santa Catarina.